Caos em França: Galatasaray exige garantias de segurança antes da Champions
Apesar da forte tensão social e dos episódios de violência registados no último fim de semana em França, os encontros das competições europeias agendados para esta semana no país vão mesmo realizar-se. A garantia foi dada, na segunda-feira, pelo ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.
O clima de instabilidade gerou também apreensão no lado turco. Segundo a agência noticiosa DHA, o Galatasaray terá solicitado garantias de segurança à UEFA para a sua deslocação a França. Em resposta ao contexto delicado, a Préfecture du Nord já tinha decretado a 13 de outubro medidas preventivas rigorosas: «O acesso ao estádio e aos arredores será proibido a qualquer pessoa que se apresente como adepto ou simpatizante do Galatasaray, ou que se comporte como tal, fora da zona de visitantes dedicada», informou.
«É de partir o coração»
Na conferência de imprensa de antevisão à receção ao Galatasaray, a contar para a UEFA Champions League, Davide Ancelotti, treinador do Lille, manifestou profunda tristeza com o rasto de destruição deixado na cidade na sequência das manifestações do passado dia 17 de outubro. O treinador abordou o cenário difícil que antecede o confronto europeu, numa altura em que o encontro se encontra classificado como de alto risco a nível de segurança.
«Não fico muito no exterior porque moro na Vieux-Lille. É desolador. Vi muitas lojas onde costumava ir e onde já não há nada. É mesmo muito triste», começou por referir o técnico italiano esta terça-feira perante os jornalistas, concluindo: «Depois, não cabe a mim apresentar soluções, mas o que vejo, como habitante de Lille, é desolador.»