Assembleia Geral: Fernando Saúl e Manuel do Bombo com suspensões confirmadas
Auditoria e momento do futebol entre vários temas na AG do FC Porto que decorre desde as 9h00 no Dragão Arena e que termina às 20h00 com votação

A AG termina às 20 horas com a votação.

Voto de confiança à Mesa aprovado por maioria.

André Villas-Boas sobre as modalidades: «O voleibol é a única modalidade que está abaixo do que tem sido o normal nos últimos anos, devido a muitas mudanças na equipa. O resto está em linha com isso.»

André Villas-Boas sobre a auditoria. «A auditoria revelou factos relevantes e o FC Porto vai proceder a contactos com as pessoas e vai enviar ao Ministério Público para ser ressarcido.»

João Borges, vice-presidente dos dragões. «O FC Porto não tem decisão, nem interferência, nos procedimentos das autoridades policiais no estádio. Foram feitas exposições pelo policiamento excessivo no Dragão.»

Villas-Boas: «Dez anos parece ser o suficiente para rever e revelar todas as operações financeiras e danos relativamente à bilhética. Sabemos quais são as pessoas e as quantias gastas nos diferentes lugares. O clube vai até às últimas consequências para ser ressarcido. A auditoria marca o fim e o virar de página. Não é uma caça às bruxas. É violenta, mas quero virar a página e ir até às últimas consequências para o FC Porto ser ressarcido.»

André Villas-Boas sobre o museu. «Estão a ser trocadas minutas com a família de Pinto da Costa. O FC Porto tem muito gosto em receber o espólio do senhor Pinto da Costa a partir do momento em que o mesmo seja acordado. Espero que os sócios aceitem a proposta. Se será pago algum valor à família? Há um acordo de confidencialidade, não posso responder diretamente ao que está a perguntar.»

André Villas-Boas sobre Wendell. «Tem tido um comportamento exemplar em treino e chegou a acordo comigo para saldar valores em dívida que o clube tinha com ele.»

André Villas-Boas sobre período mais frágil. «Estamos num momento desportivo frágil, temos uma responsabilidade maior de lhes dar o título esta época. Já tivemos muitos momentos maus e queremos transformá-los em bons. Acredito nisso e penso que é um sentimento comum. Estamos sujeitos a um período mais frágil que não corresponde aos pergaminhos do FC Porto.»

André Villas-Boas sobre Galeno. O presidente do FC Porto comentou a falha na transferência de Galeno no mercado de verão: «A venda de Galeno cai porque o clube decidiu ir por outro jogador. A transferência tem 10 por cento de comissão prevista para o agente Bertolucci, tal como acordado pela Direção anterior.»

André Villas-Boas toma a palavra.

Francisco J. Marques, antigo diretor de comunicação do FC Porto, tomou da palavra na AG e foi muito contestado por um dos sócios presentes, sobre quem se viraram outros associados.

J. Marques questiona quais os valores da dívida bancária e passivo a 31 de dezembro de 2023. Afirma que a Direção só se preocupa com propaganda e limpar a imagem do presidente, dando o exemplo de que se soube que, depois da goleada na Luz, Villas-Boas deu um puxão de orelhas aos jogadores. Pergunta o que há a ganhar com isso.

J. Marques acusa André Villas-Boas de passar informações à imprensa que Pinto da Costa comprou jóias, informação que não se poderia concluir a partir da auditoria.

Acusa também André Villas-Boas de ter escrito o último texto para a revista Dragões através de ferramentas de inteligência artificial.

Sócios dos dragões vão votar numa suspensão de 6 meses do ex-oficial de ligação aos adeptos do clube

Quinze sócios inscritos para período de outros assuntos do clube, cada um terá dois minutos.

Iniciou-se a votação da suspensão de Fernando Saul e Manuel do Bombo.

Toma agora a palavra a filha de Fernando Saul.

Discurso de Fernando Saul, sobre quem os sócios decidirão uma suspensão de 6 meses, já após ter passado em revista a sua ligação emocional e o seu trajeto no FC Porto.

«Estou nesta posição porque existe um processo judicial no qual sou arguido e que versa sobre coações, ameaças, agressões e arremesso de objetos aos quais sou completamente alheio. Acredito que os sócios aqui são os mesmos que estiveram na dita Assembleia e nenhum de vocês certamente me viu a ter qualquer comportamento inapropriado. Esta Assembleia Geral Extraordinária visa decidir sobre a minha suspensão. Considero que esta sanção não faz qualquer sentido, pois não pratiquei quaisquer atos que a justifiquem. Não posso deixar de dizer que apesar de ter sido detido no processo judicial, as minhas medidas de coação foram apenas o termo de identidade e residência, aplicado a qualquer pessoa que seja constituída arguida, e a proibição de contacto com os demais arguidos. Nunca, em momento algum, me foi vedado o acesso às instalações do FC Porto, nem a proibição das minhas funções, o que por si só diz algo. Não cometi qualquer crime e as principais testemunhas desse facto são vocês, os sócios. (...) Obviamente não posso deixar de referir que a última instância será sempre a do tribunal, com todo o respeito que os que estão aqui presentes me merecem. Termino afiançando a minha total inocência perante os factos que me são imputados, em momento algum pratiquei atos que possam ser sancionados penal ou sequer moralmente na Assembleia de 23 de novembro. Deixo à vossa consideração a decisão, sendo que ninguém em nenhum momento me viu a ameaçar, coagir, agredir ou arremessar objetos e é por esses factos que hoje aqui estou. Quem viu, que vote a favor da minha suspensão, quem não viu, que decida em conformidade. Sou inocente e provarei essa inocência em tribunal. Não responderei a quaisquer questões que me sejam formuladas, pois o tempo e o lugar da justição serão em sede própria, no tribunal. Votem em consciência, viva o FC Porto»

«Estive na Assembleia como sócio, não como funcionário. Nunca fiz parte da segurança do clube», afirmou Fernando Saul, apontando para «argumentos inverossímeis»: «O facto de estar a decorrer um processo disciplinar não faz de mim culpado. Tenho a consciência tranquila, não pratiquei nenhum crime. Ninguém me viu a ter um comportamento inapropriado, não pratiquei quaisquer atos que justifiquem a minha suspensão de sócio. Sou inocente e provarei isso em tribunal.»

Toma a palavra Fernando Saul.

Relatora do processo disciplinar aborda agora o caso de Fernando Saul, antigo oficial de ligação aos adeptos (OLA).

Nuno Lobo apresta-se para falar.

Sócios do FC Porto falam e apelam à união.

Henrique Ramos, sócio agredido na AG de 13 de novembro de 2023, usou da palavra e teceu várias críticas a Lourenço Pinto, antigo presidente da MAG do FC Porto, entre outros, pela sua conduta na gestão das assembleias gerais, incluindo aquela em que foi agredido, estendendo também críticas a Carlos Carvalho, diretor do departamento de operações aquando dos factos.

Sócios tomam a palavra e questionam a forma como os processos disciplinares foram levantados e conduzidos, nomeadamente o facto de Fernando Madureira ter sido notificado por email e por carta para casa, quando todos sabiam que estava preso. A suspensão de Manuel Barros foi questionada por não estar acreditado na AG de novembro de 2023 e à falta de acreditação de João Rafael Koehler, a quem não foi movido qualquer processo. Aplausos e protestos no Dragão Arena.

Trocas de palavras entre associados obrigou o presidente da MAG a fazer apelos à calma. Há alguma impaciência perante a demora na exposição dos pedidos de esclarecimento.

Manuel do Bombo dispensou o tempo que lhe era disponibilizado para falar. Seguem-se pedidos de esclarecimento dos sócios. Cada um tem dois minutos para a intervenção, mais um de tolerância.

Nuno Lobo, candidato derrotado nas últimas eleições, chega à AG.

Momento destinado a esclarecimentos dos associados.

O ambiente é tranquilo, quer dentro quer nas imediações do Dragão Arena, enquanto prossegue a AG. Vários elementos dos Super Dragões vão marcando presença no interior do recinto.

Relatora explica que Manuel Barros iniciou a exposição do recurso, documental e através do advogado, com ofensas e insultos ao Conselho Fiscal e Disciplinar.

Toma agora a palavra a relatora do processo disciplinar.

Suspensão de Manuel Barros agora em discussão. Angelino Ferreira, presidente do Conselho Fiscal, terá 20 minutos para abordar o processo relacionado com Manuel António Barros, que recorre da suspensão de seis meses que lhe foi aplicada.

Empresário João Rafael Koehler chega à Assembleia Geral dos azuis e brancos.

Alargamento da auditoria foi chumbado com 285 votos contra, 106 favor e 64 abstenções.

Neste momento está a ser votado o alargamento da auditoria.

Houve também um pedido para a saída de um grupo de pessoas dos camarotes, no entanto o presidente da Mesa justificou a presença das mesmas com o facto de estarem de apoio ao processo de votação, não participando no mesmo.

Um adepto pediu um requerimento para o alargamento da auditoria ao tempo de Antero Henrique e de Angelino Ferreira.

Adiamento da Assembleia Geral foi chumbado: recebeu os votos favoráveis de 102 sócios, ao passo que 319 votaram contra e houve 31 abstenções.

A maioria dos associados presentes votou contra o adiamento, pelo que a sessão vai prosseguir.

Estão 533 sócios do FC Porto presentes na AG.

Adiamento em votação. Um sócio pede o adiamento da Assembleia Geral pela ausência dos vários envolvidos nos processos de suspensão. A assembleia vai votar.

Ordem de trabalhos aberta. Lida a convocatória e o despacho pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, abre-se a ordem de trabalhos.

Francisco J. Marques, antigo diretor de comunicação dos dragões, é um dos presentes na AG desta manhã.

Cristiana Carvalho, advogada de Fernando Saul, prestou curta declaração à entrada para a reunião magna, dizendo que a argumentação será suficiente para anular a suspensão e, caso não seja, será em tribunal.

Imagem da polícia à entrada do Dragão Arena, onde se realiza a AG do FC Porto

Polícia à entrada do Dragão Arena

A ausência justificada pelas entidades judiciais e à luz dos estatutos do emblema azul e branco, na alínea 6 do Artigo 59, a AG não pode reunir «sem a presença dos associados interessados e requerentes», pelo que só serão votadas as sanções a Fernando Saul e Manuel do Bombo.

Apesar de inicialmente estarem previstas as votações das expulsões dos sócios Fernando Madureira, ex-líder dos Super Dragões, da mulher, Sandra Madureira, assim como de Vítor Catão e Vítor Aleixo, as mesmas foram suspensas, na sequência das justificações dadas pela juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

O Dragão Arena é palco de uma Assembleia Geral Extraordinária, convocada para deliberar sobre os recursos interpostos pelos sócios a quem foram aplicadas penas disciplinares.

Acompanhe aqui a Assembleia Geral Extraordinária do FC Porto.