Tudo o que foi dito na apresentação de Jorge Jesus
No dia do 10.º aniversário da conquista do Euro 2016, Jorge Jesus é oficializado como o 31.º selecionador da história de Portugal

Cristiano Figueiredo e Tomás Podstawski vão jogar no Paços de Ferreira

Os castores oficializaram, nesta setxa-feira, a contratação de Cristiano Figueiredo.

O guarda-redes, de 35 anos, chega à Capital do Móvel, depois de ter estado dois anos no Felgueiras.


O outro reforço do dia do Paços de Ferreira foi Tomás Podstawski.

O jogador, de 31 anos, que fez a formação no Boavista e FC Porto, jogou na Sanjoanense na época passada. O médio foi 85 vezes internacional jovem por Portugal.

Penafiel contrata Juanda Fuentes

A formação penafidelense apresentou, nesta sexta-feira, o novo avançado, Juanda Fuentes.

O colombiano, de 23 anos, chega do Andorra e assina com os nortenhos até 2028.

O esquerdino, formado no Barcelona, esteve emprestado ao Gimnàstic de Tarragona, na época transata.

Amarante oficializa Rodrigo Beirão

Os amarantinos anunciaram, nesta sexta-feira, a contratação de Rodrigo Beirão.

O defesa-esquerdo (que também joga a central) chega do Vizela e vai, por isso, continuar a competir na Liga 2.

O aveirense conta no currículo com uma internacionalização sub-20 por Portugal.

Novo selecionador garantiu que a ideia de jogo que tem em nada se assemelha à de Roberto Martínez
Selecionador desvendou como vai preparar para o calendário das seleções, não tendo os jogadores todos os dias
Jorge Jesus afirmou que vai criar ideias para as características dos jogadores de Portugal
Selecionador nacional elogiou a formação em Portugal
Jorge Jesus revelou que não contactou o antigo defesa, que recusou pertencer à equipa técnica
Selecionador falou de Cristiano Ronaldo e lembrou que viu crescer vários dos jogadores que fazem parte da Seleção

«A minha idade? No número está lá 71 anos, mas no que eu sou tenho 50»:

Jorge Jesus responde à pergunta de A BOLA na apresentação como selecionador nacional
Palavras de Jorge Jesus, na apresentação como novo selecionador nacional
Jorge Jesus igual a si próprio na apresentação como selecionador
Capitão foi um dos temas na apresentação do novo selecionador nacional

Jorge Jesus explica porque colocou Bernardo Silva a lateral-esquerdo:

Novo selecionador nacional lançou o jogador no Benfica

Fica concluída a apresentação de Jorge Jesus como selecionador nacional! Obrigado por ter estado desse lado!

Jorge Jesus e Pedro Proença posam com uma camisola na qual se lê o lema «Viemos para vencer», acompanhada do número 26-30, símbolos do ciclo 2026-2030, que agora se inicia.

Terminam as perguntas.

Qual é o setor que lhe dá mais dúvidas?

«Quando falamos em mudar, podemos olhar de várias formas: mudar a ideia, o sistema? O futebol é cada vez mais um desporto coletivo. Tem evoluído muito. Hoje, o futebol é para as equipas e treinadores que percebem que as reduções dos espaços. Uma das minhas ideias é essa. Não sou apologista dos três médios, em termos de sistema. Gosto de jogar com médios com andamento e dinâmica. Toda a gente disse que tínhamos o melhor meio-campo do mundo. Onde? No PSG, as ideias são diferentes. A minha ideia é implementar ideias com as características dos jogadores. Quem jogam são eles. O treinador tem de ajudar os jogadores. Como a qualidade é muita, vou estar lá para os ajudar.

As primeiras palavras de Jorge Jesus como selecionador nacional
Apresentação do novo selecionador nacional na Cidade do Futebol

Vê Gonçalo Ramos ter mais preponderância? Portugal vai jogar o dobro?

«Tem que jogar o dobro, senão fica tudo igual. A qualidade está cá. Acredito no nosso trabalho e nos jogadores. A outra parte da estrutura também é importante. A seleção é mais do que um clube, mas as ideias do que é uma seleção e é um clube não são diferentes, porque se não houver ideias partilhadas, não há hipóteses. Se acharem que vir à Seleção é ver os amigos e a família, não é. Quero que todos os jogadores percebam que se querem ganhar têm de pagar o preço. Vamos criar uma identidade. A minha ideia do jogo não tem nada que ver com o que era a ideia da Seleção. Zero. Isso faz com que acredita que viemos para vencer.»

O que já identificou como algo a trabalhar? Como se vai preparar para o calendário das seleções, não tendo os jogadores todos os dias?

«Vi jogar a Seleção, mas não quero entrar por aí. Não é elegante estar a falar do que poderia ter feito. O primeiro lugar do grupo era importantíssimo, porque já se sabia a calenderização. Não é a mesma coisa jogar com a Espanha e do que com a Suíça. Quanto ao treino, é verdade que, treinando mais dias com a equipa, o processo fica identificado. No tempo que houver, temos muito tempo para trabalhar a equipa. Não há desculpas. Vamos fazer 4 jogos em 10 dias em setembro/outubro. É bom porque vamos estar juntos vários dias.»

Pensa que é consensual entre os adeptos portugueses? Convidou Pepe para fazer parte da estrutura?

«A minha equipa técnica vai ser minha e, depois, será da Seleção. Nunca falei com o Pepe. Se podia agradar-me, sim. Quando cheguei ao Benfica, na segunda vez, fui buscar o Luisão. No Al Hilal e no Al Nassr, fui buscar antigos jogadores para fazerem parte da minha equipa técnica. O Pepe reúne todas as condições, mas é ele a decidir. Virão outros nomes ou não.»

Análise à prestação da Seleção no Mundial 2026. Há possibilidade de vermos jogar Rodrigo Mora, Geovany Quenda?

«São dois jovens, como há mais. Portugal tem uma formação de qualidade, a nível de clubes. Portugal é o Brasil da Europa. No Brasil, dás o pontapé numa pedra e sai um jogador. Portugal tem isso. Faltam quatro anos para o Mundial e são os jogadores que vão ditar quem vai. A idade não é problema. O que importa é o valor. Se for um jovem preparado, será integrado. Dos 12 que trabalharam comigo, quatro ou cinco fui eu que os lancei: Leão, Guedes, Cancelo, Bernardo. Não olho para o jogador pela idade, é o mesmo com o Cristiano. Trabalhou um ano comigo e não teve uma lesão. Fazia 8km por jogo, com velocidade acima dos 25km/h. Quando achava que tinha de jogar, jogava. Sobre a primeira pergunta, não me fica bem estar a falar disso. O jogo é que dita. Não posso ter a certeza se metia o Cristiano a jogar sempre. Já treinei dois dos três melhores jogadores do mundo, falta-me o terceiro. Ao Neymar disse-lhe: 'Finish'. O que eu achar melhor para a equipa, farei.»

Vai ser mais selecionador ou treinador? Vai sair prestigiado da Seleção?

«Temos de escolher, fazer uma convocatória, depois é que treinamos os jogadores. Falam que eu gosto do treino e que agora não há tempo. Na minha carreira, estive em equipas que jogavam de dois em dois dias, como vai acontecer na Seleção. Muita gente pensa que os jogadores chegam à Seleção e vão dormir. Não vão dormir, há treino ativo. Há muitas formas de treinar. Também há treino sem ser em campo. Tudo isso vai ligar com aquilo que têm sido os meus últimos anos. O importante é montar e organizar uma equipa médica. A recuperação dos jogadores é um dos maiores segredos do futebol. Sobre a segunda pergunta, é como nos clubes, os treinadores não ganham sempre, eu não ganhei sempre. Faz parte do crescimento. O que pode atrapalhar é convocar 20 e tal jogadores e só poderem jogar 11. Mas isso é que é bom, porque há matéria-prima.»

Já tem definido o grupo de capitães? Vai conversar com o Bernardo Silva?

«Quanto aos capitães, são 5, o Cristiano, o Bernardo, o Bruno, Rúben e o Diogo. Não sei qual a ordem. Não tenho muito o hábito de que os anos de Seleção influencie nos capitães. O capitão é muito mais do que isso. O capitão é o expoente máximo do pensamento do treinador. Quanto ao Bernardo, em 2013 era um menino que estava a começar os passos dele, com muita ambição, que confiava muito nele e que queria ser jogador. Foi mais o que se falou do que aquilo aconteceu num treino. Falou-se que eu queria pô-lo num jogo a lateral esquerdo. Aliás, o Djuricic lesionou-se e eu ia mete-lo naquela posição. Mas ele ainda estava no início da carreira, agora é um jogador formado. O Guardiola também o meteu lá. Mas não há problema nenhum. Já falei com ele algumas vezes.»

Como vai lidar com os egos e com os estatutos da Seleção? Pode-se sentar os melhores jogadores da Europa?

«Não tenho dúvida alguma em relação a isso. Ego há em todas as equipas. É mais difícil trabalhar com os que pensam que são grandes jogadores do que com os que são mesmo bons jogadores. É o caso da Seleção, é tudo grandes jogadores, das melhores equipas da Europa, que conquistam títulos. Estamos aqui para conquistar títulos na Seleção e todos terão de pagar preço.»

Qual o jogador que não gostava de perder?

«No ano passado, o Al Nassr fez 50 jogos, o Cristiano fez 31. Substitui-o 16 vezes. Nunca nos confudimos o que é ele jogador e eu treinador. Não vou perder nenhum jogador, só com lesões. Destes 26 que estavam na Seleção, 12 trabalharam comigo. Conheço-os todos bem e são todos grandes jogadores. A Seleção tem muita qualidade e acredito em todos. Vão aparecer novos jogadores nos próximos quatro anos e, agora, estarei mais inserido na evolução do futebol jovem. Remodelação? Neste momento não é preciso. Só seis jogadores têm mais de 30 anos, e 2 são guarda-redes. Não é uma equipa velha, têm uma média de 28 anos, o melhor período de um jogador. Não é por aí.»

Já falou com Ronaldo?

«Ainda não falei com o Cristiano. Nunca será um problema para a Seleção nem para mim. Em relação à polémica, cada um pensa o que quiser. Quando tiver de tomar com uma descisão, vou falar com o Cristiano e com todos individualmente. O Cristiano é um símbolo de Portugal. Vai ficar na história e tive um grande prazer em trabalhar com ele. É facílimo trabalhar com ele. Desde que ele perceba onde pode chegar e onde eu posso chegar. Mas tenho de falar com ele para saber o que ele quer fazer. Ele sempre me disse que quer acabar no Al Nassr. Se tiver condições de ser convocado, assim o farei.»

É o momento ideal? Como lida com a pressão para fazer de Portugal a melhor seleção do mundo?

«Já estou habituado e gosto de assumir a responsabilidade. Quando tenho condições de trabalho, atletas, gosto de lidar com a pressão e este lema enquadra-se. Estamos preparados. A minha idade é 71 mas o que sinto é 50, porque tenho saúde. Treino todos os dias, uma ou duas horas. Vai ser um desafio difícil, mas convencido que vamos vencer.»

Começam as perguntas.

É o maior desafio da carreira? Como lidará com o contexto de seleção?

«Há muita tendência de dizer que um selecionador é diferente de um treinador de uma equipa. Não é verdade. A diferença é que não tem tantos dias de trabalho. O futebol não é uma ciência exata, mas é uma ciência de cada um. Vou adaptando-me. Preparei-me para este dia. Preparei-me desportivamente para ser selecionador. Mas não será diferente de trabalhar num clube.»

«No Mundial, os portugueses, dentro e fora do país, encheram-nos de orgulho. Não senti desportivamente, mas não estava aqui. Viemos para vencer, mas vencer não passa só pelo treinador, jogador e pelos jogos dentro de campo. Vou entrar numa casa que não conheço, mas que em pouco tempo vou conhecer. Até nisso tive sorte, vou trabalhar com um homem [Lourenço Coelho] que trabalhou seis anos comigo no Benfica. Não vamos facilitar em nada, não vamos ter receios e, a partir daqui, os dados serão lançados para a Seleção começar já, no dia 24 de setembro, dia do primeiro jogo com o País de Gales, a ganhar. O nosso caminho é ganhar», acrescentou o selecionador.

Primeiras palavras de Jorge Jesus como selecionador.

«Queria agradecer ao presidente a oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo. Nós viemos para vencer. Estamos convencidos de que, quando chegamos a qualquer lado, vencemos. E, com estas condições de trabalho, com esta qualidade, temos uma Seleção para acreditar e valorizar o espetáculo. É um grande orgulho trabalhar numa das melhores seleções do mundo e, principalmente, a do meu país. Sou orgulhoso de tudo o que é português, de ser português e esta oportunidade veio justificar a minha ideia de ser português. Sou o treinador de 12 milhões, do povo, que está ansioso de poder ganhar.»

«Amigo Jorge Jesus, hoje regressas a Portugal pela porta grande. Entras numa das melhores seleções do mundo e cumpres um dos teus sonhos. O teu sonho é também o da FPF: jogar mais, melhor e ser sempre Portugal. Sabemos que contigo estaremos mais perto de concretizar o nosso destino. Bem-vindo!», finalizou Pedro Proença.

Pedro Proença: «Hoje inicamos uma nova era na FPF. Uma era de ambição do tamanho do nosso talento. Logo hoje, no dia do 10.ª aniversário da vitória no Euro 106, assistimos à abertura de uma nova era. Um dia especial, para nos lembrar-nos que nos devemos inspirar à grandeza, sempre. A apresentação de Jorge Jeus marca início a uma cultura de vitória bem definida, assumida como o padrão de exigência. O perfil do selecionador traduz o que queremos: liderança, ambição e resultados. Assume uma Seleção capaz de disputar a Liga das Nações, o Euro 2028 e o Mundial 2030. Com Jorge Jesus, Portugal entra numa etapa decisiva, preparado, determinado e comprometido a vencer. Este é o nosso novo tempo, do talento português, de uma qualidade que não se amordaça nem se contém. Tenho a certeza que o novo selecionador vai potenciar isso ao máximo. O nosso ADN é entrar sempre para ganhar. Não teremos medo de assumir que queremos ser os melhores do mundo. Hoje, apresentamos o novo selecionador: um treinador exigente, unânime e um dos melhores da nossa história. Um treinador habituado a jogar para ganhar, com identidade e que partilha a nossa visão.»

Vai falar Pedro Proença.

Começa a cerimónia. Novo ciclo até 2030 tem o lema: «Viemos para vencer»

Expectativa para conhecer a equipa técnica de Jorge Jesus. João de Deus, adjunto do técnico, está na sala.

Entra Jorge Jesus e Pedro Proença na sala principal da Cidade do Futebol.

Apresentação oficial vai começar a qualquer momento!

É OFICIAL!

Jorge Jesus conquistou 24 títulos oficiais, repartidos por quatro países. Em Portugal, venceu três campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira e seis Taças da Liga. No Brasil, acrescentou ao palmarés um Brasileirão, uma Supertaça do Brasil, uma Copa Libertadores e uma Recopa Sul-Americana. Na Arábia Saudita ergueu dois campeonatos, três Supertaças e uma Taça do Rei, enquanto na Turquia conquistou uma Taça da Turquia ao serviço do Fenerbahçe. O currículo fica ainda enriquecido pela Taça Intertoto, conquistada pelo SC Braga.

Jorge Jesus, com a bandeira portuguesa às costas, celebra a conquista da Taça Libertadores pelo Flamengo (IMAGO)

Ao longo de quase quatro décadas de carreira, Jorge Jesus construiu um percurso ímpar no futebol português e internacional. Do Amora ao Felgueiras, passando por clubes como Vitória de Setúbal, Belenenses, SC Braga, Benfica e Sporting, o treinador conquistou títulos em Portugal, brilhou no Flamengo, deixou marca no Al Hilal e no Fenerbahçe e, mais recentemente, orientou o Al Nassr. Agora, aos 72 anos, prepara-se para iniciar um dos maiores desafios da carreira: assumir, pela primeira vez, o comando da Seleção Nacional.

O treinador amadorense torna-se, assim, no 33.º selecionador nacional.

Pepe era um dos escolhidos para integrar a equipa técnica, mas tal não irá acontecer.

A estreia vai acontecer a 24 de setembro, em Alvalade, estádio onde jogou centenas de vezes como adversário e como treinador do Sporting, diante do País de Gales, no pontapé de saída da Liga das Nações.

Ser selecionador de Portugal era um objetivo antigo de Jorge Jesus, que vê agora cumprido. De relembrar que será o técnico a orientar Portugal no próximo Mundial, que se realizará em solo luso, em conjunto com Espanha e Marrocos.

Jorge Jesus assina um contrato válido pelos próximos quatro anos, compreendendo um ciclo que inclui Europeu, Mundial e Liga das Nações.

A possibilidade de Jorge Jesus ser o novo selecionador foi avançado por A BOLA logo após a saída de Portugal do Mundial e de Roberto Martínez do cargo.

Hoje, começa uma nova era no futebol português. Na Cidade do Futebol, Jorge Jesus será apresentado como o novo selecionador nacional, sucedendo a Roberto Martínez, que deixou a Seleção após um desapontante Mundial 2026, em que Portugal caiu nos oitavos, diante da Espanha. A BOLA traz-lhe o acompanhamento ao minuto, frase a frase, deste acontecimento. Fique connosco!

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