A Época 6 da Fórmula E parou após a 5.ª corrida, a 29 de fevereiro, em Marraquexe, Marrocos, devido à pandemia da COVID-19, desconhecendo-se ainda qualquer data para o regresso à ação. Originalmente, o campeonato de 2019-20 tinha 14 corridas. António Félix da Costa, piloto português da DS Techeetah, lidera o campeonato. De acordo com fontes da organização, mantém-se o plano para seis ePrix entre julho e setembro, admitindo-se a possibilidade de organizá-los em circuitos convencionais adaptados e sem espectadores nas bancadas.
Mas, independentemente do futuro próximo do campeonato, conta-se com certeza: Pascal Wehrlein não voltará a sentar-se ao comando do M6Electro #94 da Mahindra Racing. O alemão, poucas horas depois do final do ‘Race at Home Challenge’, época virtual promovida pela Fórmula E. anunciou o adeus “imediato” à equipa indiana na rede social Instagram, fazendo-o sem explicar os motivos para a decisão.
Wehrlein terminou o campeonato virtual na 2.ª posição e é 14.º na Época 6, com 14 pontos, menos 53 do que Félix da Costa. O piloto de 25 anos estreou-se na categoria em 2018-19, precisamente com a Mahindra Racing. Em 17 ePrix, o alemão somou só um pódio (2.º em Santiago do Chile, em 2019), uma ‘pole’ e três voltas mais rápidas.
Pascal ingressou na Fórmula E depois de passagem malsucedida pela Fórmula 1, com Manor (2016) e Sauber (2017), que aconteceu imediatamente após a vitória no DTM de 2015, com a HWA e a Mercedes. Este anúncio surge depois da saída de Daniel Abt da Audi, devido ao comportamento antidesportivo do alemão durante o campeonato ‘Race at Home Challenge’: na antepenúltima etapa, frustrado pelos maus resultados, fez-se representar, de forma fraudulenta por ‘ás’ dos simuladores.