Stoffel Vandoorne, da Mercedes-Benz EQ, ganhou o ‘Race at Home Challenge’, primeiro campeonato virtual da Fórmula E, organizado após a pausa na Época 6 da competição de monolugares elétricos, devido à pandemia da COVID-19. As contas decidiram-se na 8.ª ronda de temporada com oito etapas, que decorreu na versão virtual do circuito com 2,375 km e 10 curvas na placa de cimento do Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, na Alemanha, infraestrutura histórica inaugurada em 1923 e desativada em 2008.
O belga de 28 anos, também piloto de reserva e testes da Mercedes na Fórmula 1, acabou a corrida de 15 voltas na 2.ª posição, através do britânico Oliver Rowland, da Nissan e.dams, que arrancou da ‘pole position’ e liderou de fio a pavio, mas beneficiou de incidente após o arranque que envolveu o favorito número um à vitória no campeonato, Pascal Wherlein, da Mahindra Racing. O alemão dispunha de vantagem confortável na classificação (14 pontos), mas não conseguiu melhor do que um 12.º lugar, atrás do português António Félix da Costa, da DS Techeetah. Em Berlim, Maximilian Günther, da BMW i Andretti Motorsport, em 3.º
Cumpridas as oito etapas do calendário, Vandoorne campeão, com 154 pontos, mais 24 do que Wehrlein. Na 3.ª posição, beneficiando do facto desta corrida valer pontos a dobrar, classificou-se Rownland, com 122 pontos. Félix da Costa, que lidera a Época 6 da Fórmula E, ainda sem data marcada para o regresso à ação, terminou o campeonato virtual em 9.º, com 30 pontos. Por equipas, vitória da Mercedes-Benz EQ, com 172 pontos, à frente da Nissan e.dams (151). A DS Techeetah foi apenas 9.ª, com 30 pontos.
No campeonato ‘Challenge’ reservado para ‘simracers’ (os ases das corridas virtuais!) e convidados, vitória do Kevin Siggy, de 21 anos, em BMW i Andretti Motorsport, à frente do alemão Lucas Müller, de 19, em Mahindra. O esloveno garantiu, assim, a possibilidade de testar um Fórmula E de ‘carne e osso’!
O ‘Race at Home Challenge’ realizou-se na plataforma rFactor 2 e reuniu os 24 pilotos e as 12 equipas da categoria, que partilharam o ‘hardware’ (bancos Playseat, volantes e pedais Fanatec e monitores e periféricos Asus). O campeonato apoiou a UNICEF com recolha de fundos para o tratamento de crianças infetadas com a COVID-19 e a compra de equipamentos de proteção para os profissionais de saúde.