The Last of Us Parte II: Vingança implacável num mundo cruel

Jogos 12-06-2020 12:51
Por David Villamarin

Quando no final da vida da PlayStation 3 (2013) a Naughty Dog lançou o The Last Of Us ninguém poderia imaginar o impacto que o jogo teve no mundo dos videojogos e o tremendo sucesso que foi a todos os níveis.

 

Agora, passados sete anos, também no final desta geração, a Naughty Dog lançou o segundo capítulo desta icónica «franchise» em exclusivo na PlayStation 4.

 

A história regressa cinco anos depois do anterior capítulo e voltamos a explorar a relação entre Ellie e Joel.

 

Ambos vivem numa comunidade em Jackson, devidamente protegida por muralhas e com a segurança possível num mundo que há décadas foi devastado por um terrível fungo.

 

É claro que para além das pessoas contaminadas, o factor humano continua a ser também um gravíssimo problema e é necessário patrulhas para assegurarem a segurança.

 

Neste capítulo, sem revelar spoilers, vamos ter uma aventura que atravessa Seattle, que está incrível. A forma como a vegetação cresceu em torno e na cidade está fantástico. Agora temos acesso a zonas enormes para explorar, devidamente equipados com um cavalo.

 

 

Num jogo de sobrevivência é crucial explorar todas as casas que temos acesso, todos os locais possíveis, porque é preciso encontrar balas e os cruciais recursos. Caso contrário a aventura irá tornar-se incrivelmente complicada.

 

Isto porque também encontramos objetos que permitem evoluir todas as armas que temos e também as habilidades que a personagem tem. Além que podem falhar acesso a diversas capacidades que a protagonista tem se não encontrarem os necessários livros para desbloquearem as habilidades.

 

Umas das curiosidades interessantes do jogo é que por todo o lado está uma coleção de cromos de super-heróis, que atrás traz as habilidades da personagem em questão.

 

Durante a exploração é possível ver o incrível detalhe que a Naughty Dog colocou em cada loja, supermercado, sala, casa de banho ou quarto. Por exemplo, numa sala é possível ver que a família que lá vivia tinha uma PlayStation 3!

 

Em termos de jogabilidade existem sempre duas hipóteses. Ataque frontal, que raramente é aconselhável, ou a aposta no «stealth», visto que na maior parte dos locais a relva cresceu muito e é possível rastejar sem ser visto e depois surgir nas costas e eliminar o inimigo de forma praticamente silenciosa e sem alertar os outros em redor. Esta tática serve tanto para pessoas como para infetados. Depois, poupa balas e isso, volto a dizer, é crucial.

 

Está também de regresso a capacidade para ouvir e ver a sombra a distância do inimigo e preparar uma devida estratégia para o matar.

 

É claro que nem sempre será possível matar sem ser visto e aí é necessários utilizar todas as armas que temos no arsenal e não são apenas pistolas, mas sim setas, com a possibilidade de serem explosivas, armadilhas, e cocktail molotov, entre outras.

 

É inevitável a luta corpo a corpo e aí o jogador tem de saber esquivar e depois aplicar o golpe certeiro. Quando o jogador tem um martelo, um pedaço de madeira, taco de basebol, um pé de cabra ou outra arma branca, a ação é incrivelmente brutal. É possível «sentir» a violência do ataque e o impacto. Mesmo quando a morte é «stealth», pelas costas, com a faca, não deixa de ser violenta.

 

 

É claro que para além das diferentes fações que o jogador vai encontrar, existe obviamente também o perigo de encontrar contaminados e existem novas e assustadoras evoluções….

 

Pior do que isso, é a combinação de diferentes tipos de contaminados, em ambientes pequenos e iluminados apenas com a pequena lanterna que temos.

 

The Last Of Us Parte II deve ser jogado à noite ou num ambiente escuro e se possível com auscultadores. A combinação da escuridão e dos diferentes barulhos faz com que abrir uma simples porta possa ser assustador e fazer saltar o jogador da cadeira. Sustos estão confirmados e muitos quando menos se espera….

 

Em termos gráficos estarmos perante um dos melhores jogos desta geração. É visível o trabalho que a ND colocou em tudo. Nada foi esquecido. Depois, temos pequenos detalhes que fazem a diferença como, por exemplo, estarmos de cavalo e olharmos para o lado e esquilo está a passear por uma viga.

As animações das personagens estão acima de qualquer exemplo presente no mercado.

 

A banda sonora é novamente forte, emocional e explora aquilo que as personagens passam. Dor, desespero, esperança e a luta pela vida.

 

The Last of Us Part II é daqueles jogos que assim que começa o jogador percebe que está perante algo especial. É uma história de vingança, brutal, num mundo sem moral, sem escrúpulos e violento. Capaz de mexer com as emoções do jogador e isso é algo muito raro e demonstra a incrível capacidade da Naughty Dog em contar uma história de amor e ódio ou será de ódio e amor…

 

 

 

 

 

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