A Federação de Andebol de Portugal (FAP) formalizou, ontem, um pacote de medidas a rondar os 600 mil euros em forma de apoios diretos ou indiretos aos clubes, alguns a lutar pela sobrevivência perante os efeitos colaterais da pandemia de Covid-19. «O maior esforço financeiro alguma vez realizado na modalidade», segundo definição do comunicado federativo emitido.
Ao novo modelo competitivo para a época de 2020-2021, avançado na edição de dia 6 por A BOLA, aplicado no Campeonato Andebol 1, 2.ª divisão masculina e 1.ª divisão feminina - a competição, que terá início no terceiro fim de semana de setembro, será corrida em 30 jornadas, sem as atuais duas fases e posterior divisão em grupos A e B, promovendo a diminuição do número total de jogos e a consequente redução de custos de organização, deslocações e arbitragens -, a FAP alterou o modelo nos escalões de juvenis e juniores masculinos, disputados numa 1.ª fase a nível regional, suprimindo deslocações e custos inerentes.
«Os objetivos da FAP, através dos apoios aos clubes, visam a sobrevivência de muitos projetos, a manutenção do número de praticantes, promovendo o regresso, o mais rapidamente possível, à dinâmica reconhecida do andebol e interrompida de forma abrupta pela pandemia», lê-se no comunicado, no qual se anuncia um subsídio complementar, «de valor igual ao das multas aplicadas por infrações leves na época 2019-2020, a distribuir por todos os clubes», bem como a isenção das taxas de inscrição de todos os atletas nos escalões de formação, dos bambis aos juvenis.
A FAP garante que, além da manutenção dos apoios já concedidos no Nacional da 3.ª divisão masculina e 2.ª feminina, vai atribuir um subsídio que se refletirá na redução de custos de arbitragem, taxas de inscrição de atletas e nas provas. Os clubes vão receber créditos referentes ao valor atribuído pela EHF sobre a participação e cedência de atletas à Seleção Nacional, bem como as verbas de arbitragens pagas e não efetuadas na parte final da época cancelada antecipadamente.
Os apoios da FAP estendem-se aos técnicos que, de forma gratuita ou mediante um custo simbólico, participam em ações de formação - já se realizaram sete ciclos - com créditos atribuídos pelo IPDJ.