Jorge Jesus rejeita a ideia de que a grande qualidade do plantel que tem à sua disposição seja o único fator determinante para o recente sucesso do Flamengo.
«Eu tenho a convicção de que um treinador tem de ser um criativo. O futebol não é uma ciência exata, por isso é que os treinadores não são iguais. Não há livros que digam que este é o caminho para o êxito. Num clube grande, se fores um treinador que só perceba de tática e técnica… Morres, não tens hipótese. O treinador é muito mais do que aquilo que faz dentro de campo. Tem de ser sabedor de tudo o que se passa e depois sim, dentro de campo vem ao de cima a sua qualidade. Olhar para os jogadores, saber o que eles podem dar em função da minha ideia de jogo e procurar, no treino, saber operacionalizar e explicar várias questões aos jogadores.
- Agora é fácil dizer que Gabigol, Bruno Henrique são super jogadores (e são) e que por isso é fácil ganhar. Mas porque é não foi fácil antes de eu cá chegar? Eles já estavam cá e o Flamengo já era o Flamengo antes de nós chegarmos. Agora temos ganho por causa destes jogadores? Não só. O clube tem uma estrutura que sabe que o compromisso fundamental se chama Flamengo e o treinador e os jogadores sabem que ninguém está acima do clube.»