O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, acompanhou a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da pandemia de Covid-19 deste domingo, destacando o Dia Mundial do Dador de Sangue.
Confrontado com as manifestações que estão agendadas para a tarde deste domingo e para o dia de amanhã, segunda-feira, Lacerda Sales mostrou-se cauteloso nas palavras: «Continuamos a esperar civismo e garantia de segurança por parte de quem organiza estes eventos. Como o fizemos no passado temos reforçada esperança que continue a consciência cívica, sendo que devem ser observadas as diretrizes da Direção Geral da Saúde.»
Questionada sobre a abertura dos centros comerciais na região de Lisboa e Vale do Tejo, amanhã, segunda-feira, Graça Freitas disse que os «centros comerciais já abriram noutros locais do País» e que não houve «nota nem de distúrbios nem de comportamentos anormais». Ainda assim, apelou «à consciência de cada um dos clientes» sublinhando que «o espaço comercial tem regras a cumprir», tais com «orientar o fluxo das pessoas dentro do centro comercial». «Não se perspetiva que em Lisboa o comportamento das pessoas seja diferente», concluiu.
Sobre a realidade dos números na região de Lisboa e Vale do Tejo, Graça Freitas deixa para breve uma avaliação: «Há um abrandamento, mas que reflete infeções ocorridas já em dias passados. Vamos deixar passar mais alguns dias e ver como é que esta questão de Lisboa e Vale do Tejo se reflete na mortalidade. Apesar de sabermos que muitos destes doentes são jovens e saudáveis, também ainda temos alguns lares com casos.»
Instada a falar sobre o risco de transmissão do vírus através de jornais e revistas em espaços comerciais, Graça Freitas disse que, para já, é preferível que não sejam partilhados pelos clientes.
«Continuamos a achar que não há risco de transmissão, mas o seu manuseamento tem nuances. Nos barbeiros, cabeleireiros, consultórios, estamos sempre a falar na higienização das superfícies entre cada cliente atendido, por isso, consideramos que quantos menos bibelots houver em cima de mesas e afins mais fácil é a higienização. Portanto, vamos aguardar mais uns dias e ver como evolui a epidemia no nosso País e depois definiremos novas diretrizes», justificou.