Racismo nos EUA: Hamilton critica silêncio da F1

Fórmula 1 01-06-2020 19:15
Por José Caetano

Lewis Hamilton criticou a ‘família’ da Fórmula 1 pelo “silêncio” sobre as manifestações contra o racismo, depois do assassinato de negro às mãos de polícia branco no dia 25 de maio, em Minneapolis, no Minnesota, nos EUA. O hexacampeão do Mundo reagiu ao ‘caso George Floyd’ na rede social Instagram, a exemplo de outras figuras públicas, nomeadamente do desporto, escrevendo: “Confrontados com a injustiça, mantêm-se calados! Na minha indústria, dominada por brancos, nem uma reação… Sei que estou sozinho nesta luta, mas considerava-vos mais solidários. Saibam que estou a ver-vos».

 

Hamilton manifestou-se contra os protestos não pacíficos, mas disse compreender as razões por trás da revolta na origem de motins em muitas cidades norte-americanas: «Se os autodenominados líderes do Mundo não promoverem uma mudança radical, a paz é impossível. Isto não acontece apenas nos EUA. Também sucede no Reino Unido, em Espanha, em Itália e em muitos outros países. A discriminação das minorias é igual em toda a parte. Não nascemos racistas. Somos todos iguais. Mas temos de promover mais a educação para colocarmos ponto final neste problema».

 

Em abril, o piloto da Mercedes falou na necessidade de investimento na diversidade no desporto automóvel, manifestando-se disponível para trabalhar tanto com a Fórmula 1 como a Federação Internacional do Automóvel para promover mudança de paradigma que torne o desporto muito mais aberto e tolerante. «Não falo somente dos pilotos. O problema também afeta engenheiros, mecânicos, elementos dos media, etc.! E temos de combatê-lo», concluiu o britânico de 34 anos.

 

Depois do ‘post’ de Hamilton, diversos pilotos da Fórmula 1 partilharam mensagens de apoio nas redes sociais, incluindo Lando Norris, Carlos Sainz Jr., Nicholas Latifi, George Russell, Sergio Pérez ou Charles Leclerc. «Honestamente, não sabia o que dizer… Ainda estou horrorizado com os atos atrozes que vi na Internet e na televisão», disse o piloto monegasco da Scuderia Ferrari, que manifestou, publicamente, o apoio ao movimento #BlackLivesMatter.

 

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