A justificação de Sá Pinto para a polémica reação

Moreirense 15.05.2022 12:19
Por Pedro Manuel Couto

Tensão nos níveis máximos em Moreira de Cónegos, este sábado, porque a rivalidade com Vizela, com quem faz fronteira geográfica, é enorme e isso foi percetível ao longo de todo o jogo. No final, Sá Pinto, treinador dos cónegos, dirigiu-se até à bancada onde estavam os adeptos da equipa adversária para os provocar e insultar. «Podemos ser rivais, mas festejar os golos dos outros quando podíamos descer, isso não gostei», explicou mais tarde o técnico.


Terminado o jogo, foi necessário esperar alguns minutos para que se concluísse a partida em Tondela e quando chegou a garantia de que o Moreirense ia ao play-off a festa rebentou no estádio. Nesse momento Sá Pinto dirigiu-se para as bancadas a agradecer o apoio dos cónegos, mas também foi ao topo de onde já saiam os apoiantes do Vizela. Nesse momento gesticulou com veemência e de forma provocatória, o que suscitou enorme vaga de contestação, travada à bastonada pela GNR.


«Sou emocional e gosto das pessoas de Vizela, até gosto muito de almoçar e jantar lá, mas deixou-me triste ver isto entre vizinhos. Não quero ajudas, porque também não gosto disso, mas prefiro que se salve o vizinho que um estrangeiro ou outro mais longe. Sou assim, regionalista e nacionalista. Não resisti e confesso que me doeu e também não gostei quando os nossos adeptos começaram a dizer ‘olés, olés’», explicou desta forma o seu comportamento, que foi do agrado dos seus adeptos, que entoaram o nome de Sá Pinto em cântico.


Quem não apreciou o sucedido foi Diogo Godinho, presidente da SAD do Vizela, que abandonou o camarote presidencial visivelmente irritado. E também o treinador Álvaro Pacheco: «Foi lamentável e nós treinadores temos de saber estar e controlar as nossas emoções.  Foi um ato fora do contexto e acredito que o Sá Pinto, pessoa de bem, deve estar arrependido.»

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