Pouca igualdade e muita necessidade

Ciclismo 22-09-2021 10:15
Por Fernando Emílio

A decisão da UCI de criar, em 2019, um contrarrelógio de seleções mistas com três homens e três mulheres nos Campeonatos do Mundo, tendo em vista a igualdade de género, continua a merecer a contestação da maioria dos países e o desagrado de federações, corredores e adeptos. A prová-lo o facto de apenas 13 seleções - sem Portugal - irem correr o crono misto de hoje (44,5 quilónetros). Dos 11 países que há dois anos o disputaram, assinala-se a ausência da Eslovénia e as entradas dos Estados Unidos, Áustria e Polónia.

 

Embora alguns nomes importantes do pelotão internacional tivessem aderido este ano, caso dos campeões do Mundo da especialidade, Filippo Ganna e Ellen Van Dijk, a recetividade de algumas federações permanece quase nula, por não possuírem atletas femininas em condições de competir a este nível. A Itália, que recentemente se sagrou campeã da Europa, Países Baixos, Alemanha, Grã-Bretanha, Bélgica e Suíça são as principais candidatas às medalhas.

 

Curiosa é também a solução preconizada pela organização destes Campeonatos do Mundo para a satisfação das necessidades fisiológicas dos ciclistas que, no próximo domingo, irão correr a prova de fundo masculina, incluindo os portugueses João Almeida, Nelson Oliveira, André Carvalho, Ruben Guerreiro, Rui Oliveira e Rafael Reis, na zona da Flandres.

 

Estando previsto que possam ser muitos os espectadores ao longo dos 268,3 quilómetros do percurso, e lembrando os ciclistas, através do belga Yves Lampaert, companheiro de João Almeida na equipa Deceuninck, que nas mais de seis horas de corrida haverão necessidades fisiológicas a satisfazer, a organização aconselha os ciclistas a... organizarem-se para urinar nas poucas zonas rurais belgas nele incluídas.

 

Leia o artigo completo na edição impressa ou digital de A BOLA.

Ler Mais
Comentários (0)

Últimas Notícias