«Preciso mesmo de me divertir!...»

Moto GP 04-04-2021 08:14
Por Inês Bastos

«Preciso mesmo de me divertir amanhã! [hoje]...» desabafou Miguel Oliveira ao comentar o 12.º lugar na grelha de partida para o Grande Prémio de Doha de MotoGP, esta tarde (18 horas), segunda das 19 provas do Mundial de velocidade de 2021, que terá a próxima etapa já em Portimão, no Algarve, dia 18. Onde o português da KTM espera ver resolvidos alguns dos problemas de adaptação dos pneus da moto que, tal como há uma semana, no GP do Catar, no mesmo traçado de Losail, por ele concluído no 13.º lugar e quase sem borracha em parte do pneu da frente, voltaram a sofrer os efeitos da abrasiva pista do deserto do Catar e das diferenças de temperatura pela tarde/noite fora de qualificações e corrida.


Ao ser 11.º nos terceiros treinos livres, Miguel Oliveira foi forçado a passar pela primeira fase da qualificação (Q1), na qual foi o segundo mais rápido atrás do campeão em título, o espanhol Joan Mir (Suzuki), passando à Q2. Com as temperaturas a baixarem ao anoitecer, o português voltou a sentir dificuldades em manter os pneus à temperatura ideal, razão do 12.º registo e do tempo de 1.55,096 minutos, a 1,990 segundos do espanhol Jorge Martin (Ducati), que na época de estreia no MotoGP já garantiu primeira pole position.


«Uma fila mais à frente» na grelha em relação à semana passada é positivo para o piloto de Almada, apesar dos muitos mas e não só ao pneu da frente. «Estava a vibrar, no lado direito, o que é desapontante», queixou-se, sobretudo porque teve de o usar toda a Q2. «Estava com um desempenho diferente este fim de semana. Por alguma razão tivemos mais pneus pré-aquecidos, tal como os outros pilotos, mas que têm diferentes comportamentos entre eles. Isso não nos permite ir rápido. Hoje [ontem] a aderência ainda foi menor do que ontem [sexta-feira]»,alegou Oliveira, também 13.º no campeonato com 3 pontos.


«Espero que se resolva. Mas não é um problema, porque temos uma grelha muito competitiva. Os pilotos que estavam na Q1 não são propriamente uns toscos. Espero que na Europa os pneus se possam adaptar mais à nossa moto e à nossa pilotagem», desejou o piloto de Almada, ansioso por Portimão.

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