Presidente da federação destituído por incompatibilidades

Judo 16.11.2022 08:31
Por Ricardo Jorge Costa

O presidente e a direção da Federação Portuguesa de Judo (FPJ) vão perder o mandato em consequência de inquérito do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)para apurar eventuais incompatibilidades no exercício de funções por Jorge Fernandes na FPJ e no Judo Clube de Coimbra, entre outras.


A investigação pelo IPDJ seguiu-se ao recebimento de uma queixa da Associação de Judo de Castelo Branco (AJCB) - também remetida ao Comité Olímpico de Portugal (COP) -, e as conclusões agora apuradas condizem com «incumprimento, por parte do presidente da direção federativa [de judo], do artigo 51.º do Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD)», em que é «elencada a perda de mandato de titulares de órgãos federativos, por inelegibilidade, incompatibilidade ou por terem intervenção em contrato em que tenham interesse», informa o IPDJ, sem especificar se a determinação considera procedentes outras acusações contidas na mesma queixa da AJCB, de que Jorge Fernandes acumularia o cargo presidência da direção da FPJ com o de treinador responsável pelos escalões de formação do JCC e de que teria contratado o seu filho para a equipa técnica do departamento de Judo Juvenil da FPJ. O IPDJ adianta que a FPJ «já foi notificada das conclusões do inquérito e caberá à Assembleia-geral destituir o presidente da direção e o executivo».


«Não fico chateado. Não fiz nada em prejuízo da modalidade», garante. «E não me vou incompatibilizar com ninguém e não saio como criminoso, não fiz mal nenhum, apenas o que achei que era o melhor para o judo. Mas se soubesse que estava a incumprir, obviamente não o teria feito», defende-se Jorge Fernandes, que chegou à presidência da FPJ em 2017, tendo sido reeleito para um segundo mandato em 2020. Sobre pretensa recandidatura adianta «não colocar nada de parte».

 
Esta decisão do IPDJ coincide com a auditoria extraordinária que está a realizar à FPJ, com o objetivo de avaliar a execução financeira do programa olímpico da modalidade, resultante de denúncias por vários atletas, mas também de averiguar algumas decisões da federação no quadro do Regime Jurídico das Federações Desportivas.

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