Noite desastrosa de Adán e leão caiu com estrondo em Marselha

Liga dos Campeões 04.10.2022 20:02
Por Miguel Mendes

Sporting entrou com atraso ao Vélodrome mas não ao jogo. E bastaram 52 segundos para se festejar. Uma entrada de leão protagonizada por Trincão que, na primeira iniciativa do Sporting, resultou em golo. Um lance de génio pelo atacante leonino, que derivando da direita para o centro, atirou em arco para um golo de belo efeito.


Tudo parecia perfeito para os leões. Ninguém poderia adivinhar o que se seguiria. Minutos alucinantes em 45 minutos em que houve de tudo. Golos, leões, expulsões e uma partida em que todas as estratégias se esfumaram. Muito por culpa de Adán que teve, por certo, um dos jogos de pior memória da sua longa carreira. Primeiro ‘ofereceu’ o golo a Alexis Sánchez, após um atraso de Gonçalo Inácio, o espanhol temporizou (em demasia…) e acabou por chutar contra o chileno que igualou a partida. Pouco mais de um minuto passou e novo golo para os gauleses. Novamente Adán numa má reposição colocou a bola nos pés de Guendouzi, este deu para Clauss que atirou um cruzamento perfeito para a cabeça de Harit. Reviravolta no marcador e no… jogo.


O Sporting sentiu em demasia os dois golpes e a expulsão de Adán (após uma saída em falso numa subida de Nuno Tavares, o espanhol tocou a bola com a mão fora da área…) mais complicado ficou. Edwards acabou por ceder o seu lugar ao estreante Franco Israel, uruguaio que na sua primeira intervenção também não ficou bem na fotografia. Uma saída em falso após um pontapé de canto, Balerdi desviou de cabeça e fez o terceiro. Tudo isto, imagine-se, em 28 minutos!


E a partir daqui, sentido quase único. Para o Marselha, claro. Um leão intranquilo, sobre brasas, a cometer demasiadas faltas, muitas picardias e Rúben Amorim a desesperar pelo intervalo. Era necessário acalmar os ânimos e refazer quase… tudo.   

E seguindo essa linha foram a jogo Paulinho, Sotiris, Nazinho e Marsà. Muito sangue novo para refrescar a equipa. E viu-se um leão mais organizado, bem melhor (também era complicado fazer pior do que na etapa inicial), mais solto. Soritis ainda ameaçou logo nos primeiros minutos, com remate fora da área que levou perigo à baliza de Pau López. O Marselha, por sua vez, menos vertical do que na etapa inicial, foi tentando gerir a partida.


Com sucesso, aliás. Os minutos foram passando e o Marselha foi ficando apenas pelas ameaças. O Sporting, que claramente sentiu dificuldades em inferioridade numérica, foi evitando males maiores, procurando fechar a baliza e assim fugir a uma derrota mais pesada. No ataque a manta estava muito curta… Contas feitas, os leões perderam pela primeira vez nesta Champions, num jogo onde prometeu o céu nos primeiros segundos e chegou ao inferno poucos minutos depois…


E para agudizar ainda mais a pena dos leões, Mbemba, antigo central do FC Porto, ainda colocou a assinatura nos marcadores do jogo, num lance em que Franco Israel ainda evita o primeiro remate de Alexis Sánchez, mas na recarga o defesa congolês não perdoou e avolumou (ainda) mais o resultado. Que até poderia ter sido pior, caso Alexis Sánchez (oferta incrível de Ricardo Esgaio) tive mais inspirado, pois o chileno tirou Franco Israel do caminho e sem ninguém entre os postes atirou às malhas laterais.

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