A reação do Vitória à arbitragem do jogo com o Benfica: «Erro humano não pode ser»

Vitória de Guimarães 03.10.2022 18:03
Por Redação

O Vitória emitiu um comunicado onde vinca o «descontentamento» relativamente às atuações dos elementos do VAR da partida que envolveu os minhotos frente ao Benfica, no último sábado, e que terminou empatado a zero.


Os responsáveis dos conquistadores alegam que o principal lapso da equipa de arbitragem «só pode demonstrar incompetência ou má vontade, porque erro humano não pode ser».


Mais anunciam os vitorianos que solicitaram «uma audiência ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, para a exposição de lances que ocorreram não só neste jogo, mas também nas partidas frente ao SC Braga e ao FC Arouca», encontro no qual solicitará «a exposição dos áudios entre as equipas de arbitragem em campo e os VAR/AVAR». E levará este solicitação às mais altas instâncias do futebol, como a FPF e FIFA.


Eis o comunicado na íntegra:


«O Vitória Sport Clube reforça e vinca o seu descontentamento relativamente às atuações do VAR, Luís Ferreira, e do AVAR, Sérgio Jesus, da partida frente ao SL Benfica, que se disputou no passado sábado, no Estádio D. Afonso Henriques.


O silêncio não é solução para um problema que, neste fim de semana, afetou o Vitória SC, mas que no futuro pode afetar qualquer uma das equipas que competem neste campeonato, e que voltou a colocar a nu as fragilidades do funcionamento da ferramenta da videoarbitragem.


A forma como houve uma disparidade de tratamento nas análises dos lances envolvendo os nossos jogadores André André e Safira, é algo que merece reflexão, e, acima de tudo, um esclarecimento.


Por que razão o árbitro principal Rui Costa não foi chamado a ver as imagens, no monitor, no lance do André André, em que nada assinalou no jogo corrido e foi induzido em erro pelo VAR da partida ao não ser chamado para rever o lance, mas foi instruído pelo VAR para o fazer no lance do Safira, em que o árbitro principal apitou para grande penalidade?


Por que razão é que, num lance em que os analistas de arbitragem, de forma unânime e indubitável, avaliaram o lance sobre o André André como sendo falta e consequente grande penalidade, e o VAR do jogo decidiu, num espaço de 25 segundos, que o lance não só não era falta, como não merecia a chamada do árbitro principal ao monitor para análise?


Erro humano faz parte do futebol, e é admissível a todos os intervenientes, principalmente os que se encontram no relvado, no decorrer de um jogo. Mas estar a assistir à partida atrás de um monitor, com todas as condições para avaliar lances da partida, e mesmo assim achar que um lance tão flagrante não é meritório de falta, só pode demonstrar incompetência ou má vontade, porque erro humano não pode ser.


Há que formar melhor, exigir e penalizar quem não tem qualidade para ser VAR. Do que estamos à espera para que haja uma uniformização de procedimentos no que toca à relação entre arbitro principal e VAR/AVAR?


Questões que o Vitória Sport Clube gostaria de ver respondidas e que merecem esclarecimentos a todos os clubes que competem nesta, e noutras competições, onde o VAR está em funções, e que ajudarão a dissipar o clima de suspeição e revolta perante decisões descabidas de senso como esta que aconteceu no passado sábado, onde a verdade desportiva acaba por ser afetada, e sonegados pontos importantes na tabela classificativa.


Assim sendo, o Vitória Sport Clube solicitou uma audiência ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, para a exposição de lances que ocorreram não só neste jogo, mas também nas partidas frente ao SC Braga e ao FC Arouca.

Sabendo, também, que o Vitória Sport Clube é uma instituição centenária e que age sempre em prol da evolução do futebol português, entende que outros tipos de medidas devem ser tomadas, desde logo, a exposição dos áudios entre as equipas de arbitragem em campo e os VAR/AVAR.


O VAR é sinónimo de transparência. Quem é a favor da verdade desportiva tem de ser a favor da existência do VAR como sendo um instrumento da maior importância, e em prol da verdade desportiva. Mas, se o VAR contribui enormemente para a verdade desportiva, ele não pode ficar fechado na opacidade do segredo das comunicações entre árbitros principais e VAR. A transparência exige-o. A verdade desportiva impõe-no.


Com este objetivo, o Vitória Sport Clube vai solicitar à FPF e FIFA uma audiência com caráter de urgência, com vista a tornar possível a exposição dos referidos áudios, e com o intuito de voltar a levar para cima da mesa de voto da Assembleia Geral da Liga Portugal, e demais instâncias que necessitem da aprovação, a proposta que o Sporting CP apresentou e foi chumbada pelos clubes, incluindo-se o Vitória SC, tendo em conta o parecer negativo fornecido pelo Conselho de Arbitragem, à data, de que a proposta não estava em conformidade com a lei da proteção de dados e com as indicações IFAB e FIFA.»



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