«Quando dei conta estavam sete ou oito pessoas mortas no nosso balneário»

Indonésia 02.10.2022 16:45
Por Redação

Abel Camará, avançado do Arema (onde joga também Sérgio Silva), partilhou este domingo o terror vivido no dérbi de East Java com o Persebaya, que chocou o futebol indonésio e o mundo, com a morte de pelo menos 125 pessoas após uma invasão de campo.


«O que aconteceu ontem foi uma tragédia. Deixou-nos a todos, jogadores e famílias, em pânico, tendo em conta a grande tensão que havia à volta do jogo, que foi cultivada durante a semana. Era um jogo de vida ou de morte, não apenas de três pontos, tendo em conta a rivalidade dos últimos anos», começou por afirmar o jogador guineense, em declarações à SIC.


«Quando acabou o jogo, fomos pedir desculpas aos nossos adeptos pela derrota [2-3]. Entretanto alguns adeptos começaram a invadir o campo e a polícia mandou-nos para o balneário. Nessa altura alguns adeptos tentaram entrar e nós tivemos de barricar-nos lá dentro e pôr cadeiras e mesas à frente da porta. Começámos a ouvir disparos e muitos gritos. Os adeptos começaram a fugir em pânico e entraram por outra porta de acesso e quando dou conta estão sete ou oito pessoas mortas no nosso balneário», relatou Abel Camará, completando: «Foi um autêntico caos, nunca vivi uma situação assim. Ainda por cima dentro do balneário não tínhamos internet e as nossas famílias estavam preocupadas com as notícias em Portugal. Ficámos lá quatro horas, quando ficou mais calmo saímos, vimos muitas poças de sangue, ténis e roupas abandonadas, e quando entrámos no autocarro para irmos embora vimos carros queimados, tanto da polícia como civis.»

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