«Arouca é uma equipa matreira, mas queremos a primeira vitória» 

Paços de Ferreira 01.10.2022 14:08
Por Paulo Pinto

César Peixoto espera uma resposta convincente e firme do Paços de Ferreira na receção ao Arouca, agendada para amanhã, às 18 horas, no Estádio Capital do Móvel. Depois do hiato competitivo motivado pelos compromissos das seleções nacionais, o técnico pacense tem a perfeita noção de que a sua equipa carece de conquistar a primeira vitória da época, que sirva de trampolim para o resto da temporada. 


Peixoto antevê dificuldades ante os arouquenses, mas diz que a equipa está preparada «para fazer um bom jogo e vencer, perante um Arouca moralizado». «Este ano o adversário tenta jogar a partir de trás, porque tem bons jogadores e está bem orientada. Tem um treinador com as ideias bem assimiladas. É uma equipa matreira e com jogadores experientes em termos de 1.ª liga. Não será fácil. O Arouca vem de um bom momento, mas queremos muito a primeira vitória», deseja. 


Em relação ao panorama clínico, o técnico diz ter «menos gente lesionada e, por isso, há mais opções». «Foram duas semanas importantes para trabalhar com os jogadores que tinham chegado mais tarde, potenciá-los a nível físico. O plantel ficou mais forte e mais competitivo nos treinos. Isso aumenta a intensidade no treino», garante. 


Relativamente à paragem, Peixoto considera que «há sempre dois pontos de vista». «O ponto conquistado nos Açores foi importante. Se tivéssemos mais pontos, este seria um bom resultado, certamente, mas podíamos ter trazido os três pontos. Também é verdade que o resultado ajudou a desbloquear um pouco. Conseguimos ter a equipa mais compacta e trabalhou muito coletivamente. Sentíamos a equipa forçada pelos resultados, mas os jogadores reagiram muito bem porque acreditam sempre no processo», refere, garantindo que nunca sentiu «desconfiança dos jogadores porque sabem que alguns resultados foram injustos». 


No final do jogo com o Santa Clara, Matchoi deixou uma mensagem de união, palavras assim interpretadas pelo treinador: «Não é nada de novo, vindo do Matchoi. Passo mais tempo com eles do que com a minha família. Vivo muito o meu trabalho, conheço bem o grupo e os jogadores. Sei o que lhes vai na alma. Nunca senti o grupo desconfiado das minhas ideias. Por vezes até pode parecer estranho um ambiente tao saudável numa equipa que não está a conseguir ganhar.»  

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