Jogador iraniano ataca regime e arrisca Mundial. Taremi também marca posição

Irão 28.09.2022 10:29
Por Paulo Jorge Santos

Sardar Azmoun, que fez o golo do empate (1-1) no particular de ontem entre o Irão (de Carlos Queiroz) e o Senegal, quebrou, antes do particular realizado na Áustria e através da rede social Instagram, o silêncio e comentou os últimos acontecimentos no Irão, país em polvorosa após a morte, na semana passada, de Mahsa Amini, mulher de 22 anos que morreu sob custódia policial após ser detida por supostamente não estar a usar o hijab (véu que cobre a cabeça e, em alguns casos, os olhos) de forma correta.


Desde o falecimento de Amini que as manifestações multiplicam-se no país. Nas redes sociais circulam vários vídeos nos quais as mulheres cortam o cabelo e apelam ao fim da discriminação, sendo que até ao momento há centenas de detenções e, segundo a imprensa internacional, 41 mortos, entre civis e forças policiais.


Com vários antigos futebolistas, entre os quais Ali Daei e Ali Karimi, a solidarizarem-se com os manifestantes, Sardar Azmoun foi o primeiro internacional ainda no ativo a abordar o assunto. «Se eles são muçulmanos, que Deus me faça infiel», foi a frase mais marcante do avançado de 27 anos dos alemães do Leverkusen (adversário do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões), que corre o risco de ser expulso da seleção.


«Estamos proibidos de falar até ao final do estágio, mas não podia mais ficar em silêncio! Não me importo de ser expulso da seleção e falhar o Mundial-2022 caso valha um fio de cabelo na cabeça de uma mulher iraniana. Vocês deveriam ter vergonha pela facilidade com que matam pessoas. Viva as mulheres do Irão!», lê-se na história de Azmoun no Instragram.


Outros jogadores, como por exemplo Medhi Taremi, avançado do FC Porto, substituíram as respetivas fotos de perfil nas redes sociais por um fundo negro.
 

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