‘Classe de 92’ varrida do British Open

Snooker 27.09.2022 23:59
Por António Barroso

O escocês John Higgins, de 47 anos, quinto do ranking e tetracampeão mundial (1998, 2007, 2009 e 2011) e o galês Mark Williams, da mesma idade, oitavo da hierarquia e tricampeão mundial (2000, 2003 e 2018) juntaram-se neste dia ao inglês Ronnie O’Sullivan, número um e heptacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012, 2013, 2020 e 2022) entre os eliminados logo nas rondas inaugurais do British Open, segunda prova da época 2022/23 da World Snooker pontuável para o ranking, a decorrer na Marshall Arena, em Milton Keynes (Inglaterra) até domingo, 2 de outubro.


Os três representantes doirados da ‘class of 92’ – ano em que o trio Ronnie/Higgins/Williams se tornou profissional, açambarcando 14 dos últimos 25 títulos mundiais disputados – estão, pois, fora de cena ainda nos 32avos de final da prova inglesa, subindo para cinco o número de campeões mundiais afastados do torneio, se lhe juntarmos os ingleses Shaun Murphy (2005) e Stuart Bingham (2015).


Um número de triunfadores no Crucible já fora da prova na Marshall Arena que sobe para meia dúzia com a ausência da prova de Neil Robertson, australiano de 40 anos, terceiro da hierarquia e campeão mundial em 2010. Um indicador que, com tamanho hiato de tempo entre provas na presente temporada, muitas mais surpresas estão reservadas.


Higgins, ‘The Wizard of Wishaw’ (‘o feiticeiro de Wishaw, sua terra natal, na Escócia) não resistiu neste dia ao jovem chinês Yuan Sijun, de 22 anos, apenas 67.º do ranking, e cedeu na ‘negra’ (3-4).


Já Mark Williams, que defendia o cetro conquistado na anterior edição do Open Britânico, foi batido de forma categórica pelo 44.º da tabela mundial, o inglês Ben Woollaston, de 35 anos, por 4-1, numa prova com o atrativo suplementar de não ser conhecido o acasalamento para a ronda seguinte: antes vai sendo realizado ronda a ronda, sendo apenas nessa altura conhecido o nome do próximo opositor de cada um dos profissionais em jogo.


A confirmar a hecatombe de favoritos na ronda de qualificação e 32avos de final a ficar desde logo pelo caminho em Milton Keynes, também o inglês Kyren Wilson, de 30 anos, sexto do ranking e vencedor da única prova pontuável para o ranking já disputada na presente temporada, o European Masters, foi para casa, às mãos do experiente compatriota Barry Hawkins, de 43 anos, nono da tabela mundial: o ‘falcão’ (Hawkins ‘The Hawk’) impôs-se ao ‘Warrior’ (guerreiro) Kyren Wilson por categóricos 4-1, fechando o jogo com uma entrada centenária, a sua segunda no encontro, desforrando-se da final do European Masters perdida precisamente para o mesmo compatriota, em agosto do corrente ano (3-9).


Os ingleses Judd Trump, de 32 anos, segundo da hierarquia (e campeão mundial em 2019) e Mark Selby, de 39 anos, quarto do ranking e tetracampeão mundial são, assim, os dois únicos sobreviventes do ‘top 6’ da hierarquia mundial ainda em prova. Mas o chinês Zhao Xintong, sétimo da hierarquia, e, claro, Barry Hawkins, nono da tabela, ainda mantém incólumes as esperanças… tal como o norte-irlandês Mark Allen, agora 14.º do ranking, mas 25 quilogramas mais elegante e em nova forma física.


O British Open atribui £487 mil (€544.718) em prémios, das quais £100 mil (€111.852) ao futuro campeão, que sucederá ao galês Mark Williams, triunfador em 2021 (6-4 a Gary Wilson na final).


Até aos oitavos de final, todas as rondas do torneio, transmitido para Portugal (EuroSport) são à melhor de sete parciais: vence o primeiro a chegar a quatro (de 4-0 a possíveis 4-3).

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