Selecionador faz balanço do mundial: «Devíamos ter feito melhor!»

Ciclismo 27.09.2022 09:33
Por Fernando Emílio

«Ao conquistar uma medalha de prata através do António Morgado e um excelente 8.º lugar no contrarrelógio pelo Nelson Oliveira, Portugal justificou a presença nos Mundiais.»


Quem o diz é o selecionador nacional, José Poeira, no balanço à presença da Seleção Nacional nos Campeonatos do Mundo concluídos domingo, em Wollongong, Austrália. Se o 2.º lugar na prova de fundo júnior e o 8.º no crono convencem, a prova de elites ficou aquém do desejado, com Nelson Oliveira a ser de novo o melhor, 44.º, João Almeida, que era a aposta da seleção, a não ir além do 60.º, Ivo Oliveira a terminar 83.º e Rui Oliveira a nem chegar ao fim.


«Este ano conseguimos dar todas as condições à Seleção júnior, com participações a nível internacional, experiência que os corredores refletiram nos resultados em Wollongong. As características e performances do António Morgado faziam-me acreditar que podíamos ser campeões do Mundo e falhei por pouco. Ficámos felizes pela prata, apesar do amargo de saber que o ouro estava a nosso alcance», reconhece José Poeira a A BOLA.


«O Nelson é dos corredores mais regulares que conheci. Um verdadeiro lutador que vai até aos limites. Se não consegue fazer melhor é por o percurso não encaixar nas suas características. E mesmo assim vai sempre buscar forças onde parece já não ter. E no contrarrelógio, onde cada um vale por si, confirmou estar ainda entre os melhores do Mundo», elogia o selecionador, escalpelizando os restantes desempenhos.


«Nos elites estava à espera de melhor na prova de fundo. O João Almeida também acusou os dois dias sem treinar, a sua colocação quando se deu o ataque da corrida não era a melhor e nunca mais conseguiu recuperar. O Nelson esteve com os melhores, mesmo que na última subida já viesse nas pontas, o Ivo cumpriu a missão, o Rui Oliveira teve de mudar uma roda quando estava na fuga e acabou por desistir. Resumindo, saímos da Austrália com a missão cumprida, mas com a sensação de que podíamos e devíamos ter feito um pouco melhor, principalmente no último dia.»
 

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