«Quando entramos de barriga meio cheia com o último jogo…»

FC Porto 14.08.2022 20:29
Por Redação

Apesar da vitória diante do Vizela (1-0), na segunda jornada da Liga, Sérgio Conceição não escondeu alguma frustração pela forma como a equipa entrou na partida. O técnico deixou mesmo um aviso aos jogadores.


«O campeonato é sempre difícil, todos os jogos têm uma história diferente. Sabíamos que vínhamos a um campo complicado, mas conhecíamos este treinador e a forma de jogar do Vizela, por isso devíamos ter feito mais, sobretudo na primeira parte, de acordo com o que somos. Temos uma dinâmica de jogo em que queremos ser pressionantes, numa zona mais alta do campo e não queremos que o adversário consiga ligar o jogo e fazer o que gosto, mas entramos de barriga meio cheia com o último jogo [5-1 ao Marítimo], aí fica difícil. Os laterais não davam a largura que precisávamos, por dentro estava complicado que o Vizela povoou o corredor central com três médios e tivemos de ir lendo o jogo, fazer coisas diferentes, mudar os jogadores de posições. Acho que há mérito do Vizela, mas fizeram um remate enquadrado. Foi uma vitória merecida, onde os meus jogadores correram, mas muitas vezes mal», atirou.


Uma falta de atitude que Sérgio Conceição reconheceu ter começado a perceber ainda antes do apito inicial.


«Eles estavam avisados. Antes do jogo,  olhei para os jogadores há pequenos sinais que nos fazem estar alerta e a verdade é que não entrámos bem no jogo. Eu já os tinha avisado, as minhas últimas palavras antes de entrar em campo foi de entrar forte, porque o Vizela é agressivo, sabe o que faz em todos os momentos do jogo e a verdade é que nesse sentido não entrámos tão bem. Os meus jogadores acabam por dar sempre o máximo, mas estamos todos em dificuldades porque há jogadores que não cumprem Foi o que se passou hoje», frisou.


Por último, falou do 300.º jogo na Liga. Uma efeméride que chega num momento agridoce.


«Estou a ficar mais velho, é o que me vem à cabeça. É um misto de sentimentos. Temos o Eduardo que perdeu o pai, a vitória é dedicada a ele. Tem um bocadinho do Telmo, que faz anos hoje, mas há um elemento que todos os dias está connosco e contribui com a sua qualidade e que está a passar um momento difícil. E tive agora a notícia de um ex-colega meu que está mal no hospital. Satisfeito pela vitória e por essa marca, mas sinceramente não dizem muito. Não sou só eu, é o Vítor Bruno, o Demebélé, o Diamantino Figueiredo que estamos juntos desde o início», concluiu.

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