Federer regressou a Wimbledon.... e quer voltar

Ténis 04.07.2022 09:36
Por Célia Lourenço

A tradição de não haver competição no middle sunday, como é conhecido em Wimbledon o dia que medeia a quinzena do Grand Slam da relva, voltou a ser quebrada. Só que, ao contrário de 1991, 1997, 2004 e 2016 - em que o mau tempo assim o obrigou - ontem a ação voltou ao All England Club para celebrar o centenário do court central.


Com pompa e circunstância, vários campeões foram chamados por ordem crescente de títulos conquistados, tendo sido Roger Federer, detentor de oito troféus, o último nome a ecoar na afamada catedral do ténis, na ausência de Martina Navratilova, campeã nove vezes, ausente por testar positivo a Covid-19. Presentes também Billie Jean King, Stefan Edberg ou John McEnroe.


A recuperar da terceira intervenção cirúrgica ao joelho, o helvético não voltou a jogar desde que foi travado nos quartos de Wimbledon em 2021, mas semeou esperança na devoção do público que o recebeu com aplausos de pé. «Tenho tido a sorte de jogar muitos encontros neste court, de tal modo que me sinto estranho ao estar aqui num papel diferente. Aqui vivi as maiores vitórias, as mais duras derrotas. Um dos momentos mais altos foi ter jogado com o Pete Sampras em 2001 [ganhou ao então campeão em título na 4.ª ronda]. Ele é um dos que inspirou tantos de nós a jogar, a tentar ser bem-sucedidos e representar bem o ténis. Espero tê-lo feito e espero voltar a jogar aqui mais uma vez», declarou Federer.


«Tenho saudades de estar aqui, quando deixei este court há um ano, sabia que me esperava um ano difícil, talvez não pensasse que demoraria tanto tempo para voltar. Foi duro, mas tenho sido feliz em casa, os miúdos estão bem e estou feliz em casa e agora», reforçou o detentor de 20 troféus do Grand Slam.
 

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