«Fui assediada, pelo menos, 30 vezes»

Ténis 25.06.2022 18:27
Por Redação

A antiga tenista norte-americana Andrea Jaeger, duas vezes finalista em torneios do Grand Slam, em entrevista ao jornal britânico The Independent ter sido assediada sexualmente, «pelo menos 30 vezes», em balneários femininos por uma funcionária da Women's Tennis Association (WTA, associação que organiza o circuito mundial feminino).


«Trocava de roupa em casas de banho portáteis para evitar os comentários, o interesse ou ações de outras pessoas. Tive, pelo menos, 30 incidentes com uma funcionária, tentativas a nível físico, numa fase muito precoce da minha carreira. Essa funcionária em particular tinha um grande problema para manter as mãos quietas. Também evitava ficar só em salas de treino porque nessas circunstâncias ela também me perseguia», recordou a antiga atleta, atualmente com 57 anos e que com apenas 15, idade precoce com que conquistou o seu primeiro torneio, em Las Vegas, surgiu pela primeira vez no palco de Wimbledon.


A ex-atleta foi ainda mais precisa no quanto perturbadoras, vis, maquiavélicas eram as abordagens, incluindo ameaças sempre que procurava evitar que alguma colega sofresse o mesmo tipo de situações e também tentativas de a obrigar a ingerir bebidas alcoólicas: «Um dia, chegámos ela e ela acompanhou-me até à porta, tentando beijar-me e eu estava tão mal que subi de imediato as escadas de casa a tentar não vomitar, para que o meu pai não me visse. Ameaçaram-me dizendo que 'se disseres mais uma palavra sobre isto, vamos assegurar-nos que a bolsa [universitária] da tua irmã em Stanford seja retirada. Se uma criança enfrentar este tipo de situações, também pode, sentindo-se sob ameaça, ficar calada e não quero permitir que este tipo de sofrimento volte a acontecer.»


Em 2006, Andrea Jaeger tornou-se freira dominicana (Ordem de São Domingos) e membro da Igreja Episcopal em Santa Rosa Beach, no estado norte-americano da Flórida.

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