St. Pauli recusa deixar jogar o RB Leipzig no seu estádio: «São contra o que defendemos»

Alemanha 06.06.2022 18:44
Por Redação

A primeira eliminatória da Taça da Alemanha colocou o RB Leipzig, detentor do título, a visitar o modesto Teutonia Ottensen, do quarto escalão. Um momento de festa para a equipa dos arredores de Hamburgo que está a ser transformado num pesadelo logístico.


Isto porque o estádio de Hoheluft está equipado com relva sintética, terreno em que é proibido jogar na Taça da Alemanha. Perante isto, o Teutonia virou-se para o vizinho mais próximo, o St. Pauli, do segundo escalão, que tem um estádio com quase 30 mil lugares, o que permitiria uma receita bastante significativa.


Contudo, o pedido foi negado pelo St. Pauli. O motivo? O diferendo ideológico que o conjunto do segundo escalão tem com o RB Leipzig. «É conhecido o que pensamos do RB Leipzig, são contra tudo o que acreditamos, pois não cumprem a regra dos 50+1 [na Alemanha a maioria do capital dos clubes deve estar na posse dos adeptos] e rejeita toda a importância dos adeptos. Portanto, não lhes vamos dar palco para jogar num estádio comprometido com a luta por um futebol mais justo», explicou um porta-voz ao Hamburger Abendblatt.


Fundado em 1910, o St. Pauli é considerado um dos mais populares do futebol alemão. Conotando com uma forte ideologia de esquerda, em 2009 estabeleceu os princípios fundamentais do clube que vão muito para além do campo, sendo que é imposto aos atletas uma participação ativa na mudança cultural, política e social das esferas onde se inserem, bem como a tolerância e o respeito.

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