Como os leões venceram na Luz

Benfica-Sporting 05-12-2021 10:59
Por Rui Miguel Melo e Nuno Reis

Um olhar às estatísticas gerais do Benfica-Sporting mostram um equilíbrio aparente entre os rivais.

 

Mais posse de bola para as águias (66 por cento contra 34), três cantos para cada lado, 15 faltas cometidas pelos encarnados, 19 pelos leões. Benfica com mais ataques (49 contra 13), Sporting com mais remates (13) contra nove do Benfica. Nos duelos totais, o Benfica teve uma percentagem de 51 por cento. Ganhou 119 dos 233.

 

O Sporting teve percentagem menor, 42 por cento. Ganhou 99 dos 233. Jorge Jesus diz que foi falta de eficácia, Rúben Amorim elogiou a forma como os jogadores leoninos perceberam a partida. Afinal, onde esteve a diferença? Fazemos uma análise ao posicionamento de Paulinho com Weigl e os caminhos interiores cortados por Sarabia e Pedro Gonçalves; as faltas sobre João Mário e Rafa condicionado; a intensidade leonina na primeira parte e a falta de soluções do Benfica.

O posicionamento de Paulinho
Com o suporte do Wyscout, percebemos que a vitória leonina começou com o posicionamento de Paulinho. A equipa do Benfica estava distribuída em 52 por 35 metros, com um espaço grande entre Lázaro e André Almeida. O Sporting foi uma equipa mais junta, concentrada em 45 metros. Sem bola Rúben Amorim coloca o avançado a pressionar a defesa contrária e a condicionar a primeira fase de construção do adversário. Anteontem houve uma nuance. Quando o Benfica tinha a bola, Paulinho recuava e tapava o caminho a Weigl, normalmente o pivô do jogo encarnado. Sarabia e Pedro Gonçalves fechavam dentro e tapavam os canais interiores ao jogo encarnado. Sem espaço, a bola circulou várias vezes entre a defesa da águia. O jogador com mais passes foi Nicolás Otamendi, com 56, 13 deles para Vertonghen. O belga, por seu lado, passou a bola 45 vezes, 17 delas para Otamendi e 13 para o lado esquerdo, onde estava Grimaldo. Trinta dos 45 passes foram para os dois companheiros mais próximos. O belga só uma vez fez um passe vertical para Everton Cebolinha, o extremo que caía no lado esquerdo. Um sinal de bloqueio de jogo interior das águias, com a bola a não entrar entre linhas.
 

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