«Só faltou meterem-nos aos dois em Custóias...»

Portimonense 02-12-2021 20:43
Por Jorge Anjinho

Paulo Sérgio, treinador do Portimonense, afirmou hoje, na antevisão ao jogo com o FC Porto, que se realiza neste sábado no Portimão Estádio, que tem a sua equipa mentalizada para um jogo «dificílimo», mas com «concentração» acredita que pode conquistar o objetivo. E, tal como Sérgio Conceição, fez questão de assinalar que o desaguisado ocorrido na última época entre ambos está ultrapassado. 

 

«Vamos à procura daquilo que procuramos sempre: ser competentes e respeitar o adversário. Sabemos que vamos ter um jogo dificílimo contra uma equipa fortíssima, e preparámo-nos para isso. Sabemos que em matéria de probabilidades elas não caem para o nosso lado, mas isso não nos faz ser negativos nem deixar de acreditar que amanhã pode ser o nosso dia. E é nesse sentido que a equipa está mentalizada e trabalhou a pensar que é possível. Vamos procurar ser competitivos, dignificar o nosso emblema, isso sempre foi feito desde que aqui cheguei e mesmo sem pontuar contra eles o FC Porto nunca nos bateu de forma fácil. Vamos apresentar-nos concentradíssimos porque contra este adversário qualquer desatenção ou falha de acerto penaliza-nos bastante, porque a qualidade do nosso oponente é tremenda», referiu sobre o jogo.

 

Acerca do reencontro com Sérgio Conceição, disse: «Espero que seja agradável, como era antes desse jogo. Já foi mais do que falado, ambos dissemos o que tínhamos a dizer na altura, desentendemo-nos, não ficámos orgulhosos disso, mas na altura também quase que nos quiseram crucificar. Ouvi as declarações do Sérgio [Conceição] e reitero o que ele disse em termos de ataques pessoais e à família, que até a mim também me envergonhou, por estar envolvido numa situação em que ele estava a ser atacado de uma forma que acho cruel. Sabemos como é isto, da guerrilha entre os grandes, e as coisas depois descambaram e só faltou meterem-nos aos dois uns meses em Custóias [estabelecimento prisional], parecia que era o fim do mundo. No entanto, ainda na semana passada vimos o Klopp à briga com o Arteta e se calhar ninguém escreveu o que se escreveu sobre mim e o Sérgio na altura. São águas passadas, desentendemo-nos naquilo em que cada um puxou a brasa à sua sardinha com o objetivo de ganhar os três pontos, e para mim está ultrapassado, não tenho qualquer ressentimento desse momento. Disse na altura que não me orgulhou, mas também não me envergonhou por outro lado porque defendi a minha dama, tal como o Sérgio defendeu a dele. Por isso penso que será um reencontro tranquilo porque será mais aquilo que nos une do que o que nos separa.»

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