«Wendell chegará de novo à seleção»

FC Porto 22-10-2021 12:00
Por Pedro Cadima

Wendell parou por lesão quando vivia um bom momento na equipa e será desfalque do FC Porto nos próximos jogos, a começar pela visita a Tondela, que reabre a porta a Zaidu. Apesar de uma lesão ligamentar que implica alguns cuidados, o lateral-esquerdo já está a cumprir uma recuperação para reaparecer num prazo bem mais otimista que os primeiros prognósticos.

O sucesso do brasileiro na Invicta já vinha atraindo diversas atenções, sobretudo, em muitos ex-companheiros na Bundesliga. Caso de André Ramalho, um central experiente, de 29 anos, munido de bagagem ganha em vários anos de topo dos austríacos do Red Bull Salzburgo, atualmente consolidado como titular do PSV, por quem foi adversário do Benfica na pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O defesa experimentou também a Bundesliga, ganhando na passagem pelo Bayer Leverkusen um dos seus grandes amigos: Wendell.



O central não podia estar mais satisfeito, radiante mesmo, pelo primeiro impacto do lateral-esquerdo em Portugal, que já faz as delícias dos adeptos do FC Porto, ficando o máximo apreço registado pelo golo da vitória diante do Paços de Ferreira.
 

«Vejo que ele deu o passo certo indo para o FC Porto, um clube gigante de imensa tradição com enormes adeptos. É uma equipa que discute sempre competições nacionais e internacionais, fazendo ótimas campanha e também sei que tem, por norma, brasileiros de muita qualidade. Wendell encaixou bem por isso, mas também porque encaixa fácil num futebol ofensivo, bonito de se ver», elogia André Ramalho.
 

«Só posso ver esta transferência com muitos bons olhos, acompanho desde o primeiro dia a sua chegada ao FC Porto. Sei que chegou com tudo, virou titular e marcou, por sinal, um belo golo. Merece muito pela pessoa e profissional que é. A sua qualidade dispensa comentários. Como amigo vejo-o muito feliz, nem é preciso estar perto para sentir isso, está inserido num clube grande que o realiza em pleno», atira, desenvolvendo essa satisfação pelo momento do antigo companheiro. Numa fase em que o Leverkusen tinha craques como Calhanoglu, Son, Chicharito, Brandt, Bellarabi, Kiessling e também já aparecia o jovem Havertz.
 

«Ele jogou vários anos a altíssimo nível na Bundesliga, uma das ligas mais difíceis do mundo. Acho que precisava de se pôr à prova noutro contexto, está preparado para jogar em qualquer liga do mundo», junta.
 

«Quando cheguei a Leverkusen a sua presença foi muito importante para mim. Quem conversa cinco minutos com ele percebe a pessoa fantástica que é, que está em seu redor passa o tempo rindo. Ele exalta felicidade, facilitou imenso a minha adaptação. Grato a ele por toda a ajuda que me ofereceu. É um menino fantástico, de grande caráter e personalidade maravilhosa», sublinha André Ramalho, recuperando episódios dessa ternura e cumplicidade.
 

«Ele destaca-se no balneário, é querido de todos, gera muita simpatia. Une o grupo pelo jeito dele. Basta sentir a sua presença e isso muda bastantes coisas. Ainda recentemente quando viajava para assinar pelo PSV, encontrei-me com ele no aeroporto e o abraço que ele me deu foi muito forte. Estava super alegre por mim, por ficarmos mais perto um do outro, não sabia ele que ia deixar a Alemanha», observa.


 

«Em Leverkusen a amizade tornou-se muito forte, convidei-o para o meu casamento e ele não faltou. E levou toda a sua alegria para essa festa. Do Wendell só recordo coisas com carinho, ele é impressionante, não importa o quão difícil são alguns momentos. Havendo Wendell ele sempre levanta o astral, é algo raro se ver. A energia dele é a melhor e só está rodeado de boas pessoas», conclui.

 

 «Chegará de novo à seleção»

 

André Ramalho entrega-nos também o melhor relatório sobre as competências de Wendell no terreno de jogo, algumas delas já a nu no FC Porto, num somatório de caraterísticas que lhe valeram, aliás, os elogios de uma notável carreira na Alemanha e a sua indicação como potencial nome da canarinha. Foi convocado em 2016 mas não chegou a estrear-se.
 

«Não terei nada de muito novo a dizer, ele é sobejamente conhecido por todo o mundo e um jogador que qualquer equipa gostaria de ter. A grande virtude diria ser a flexibilidade, pois ele pode variar sem transtorno de posição», sustenta, precisando as nuances táticas que mais favoreciam a desenvoltura do amigo.
 

«No Leverkusen lembro-me que jogávamos com uma linha de três atrás e ele podia jogar nessa linha como podia jogar no bloco mais ofensivo. Geralmente os treinadores aproveitavam a sua qualidade atacante, que é muito forte. Ajuda muito qualquer grande equipa. É muito técnico, rápido, tem sempre uma jogada na cartola, capacidade de improvisação incrível, pensa rápido e toma ótimas decisões. Acho que pela questão técnica ser muito boa e ter essa flexibilidade, será muito útil ao FC Porto», assegura, dirigindo as suas boas vibrações, ainda não sabia do recente azar que bateu à porta de Wendell.
 

«Só posso desejar o melhor para o meu irmão da bola, que conquiste o máximo de títulos pelo FC Porto, que é uma equipa de tradição que merece andar sempre no topo. Ele vai ajudar muito certamente nesse caminho, que juntos sejam felizes na obtenção dos objetivos. Que possa estar sempre em campo na melhor condição», reclama o central, taxativo sobre o futuro.
 

«Ele tem ótimo nível, já passou pela seleção e não deixou de prosseguir e progredir com o seu trabalho. Já tem uma carreira feita ao longo de vários anos em patamares elevados, pressinto que vai abrir novamente as portas da seleção brasileira, porque tem qualidade para estar lá. Tenho a certeza que em breve o vamos ver com esse manto nas costas», avisa.

 

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