«Sinto que o Benfica acredita em mim»

Paços de Ferreira 12-10-2021 09:34
Por Pedro Barros

Nuno Santos está cedido ao Paços de Ferreira, após viver idêntico regime no Moreirense e Boavista. Tem suscitado atenções pelos três golos concretizados na Liga - o último ao FC Porto - e desempenhos em crescendo que ajudam ao equilíbrio dos castores. Um rendimento que vai ao encontro das expectativas do médio em regressar à Luz…

Está satisfeito por ter optado pelo Paços de Ferreira para jogar esta temporada, isto quando teve outros convites?
Claro que sim. Satisfeitíssimo. Foi o melhor passo que poderia ter dado neste momento da carreira. Acredito plenamente que foi o passo certo para subir degraus...

O seu desempenho tem tido uma evolução francamente positiva. É o melhor marcador da equipa, com três golos, e também já fez assistências. É com base nestes dados que dá conta dessa satisfação?
Também. Reconhecendo a importância das estatísticas, tento estabelecer o melhor patamar exibicional e ajudar a equipa no decorrer do jogo. Se puder acrescentar a estatística ao jogo é sempre positivo. Hoje em dia olha-se muito para os números… É um fator importante nas decisões dos clubes.

O que encontrou no Paços de Ferreira que lhe permitiu este desempenho?
Além das condições de trabalho muito boas, acima da média para um clube do patamar do Paços de Ferreira, encontrei um staff, equipa técnica, Direção e presidente excecionais. São pessoas humildes que têm consciência das necessidades dos jogadores e ajudam nos problemas diários. Fazem-nos sentir que estamos bem acompanhados. Sinto que estou integrado numa casa humilde e que proporciona todas as condições para poder evoluir. E é isso que está a acontecer.

O golo frente ao FC Porto foi bastante festejado? Sentiu isso? Até da parte de quem é do Benfica? Recebeu esse tipo de manifestações?
Tenho sempre um retorno de pessoal meu conhecido do Benfica e de adeptos do clube. Não quer dizer que seja especial, mas foi um sentimento diferente, como é óbvio. Por se tratar de uma casa onde também já joguei. O golo, em si, não vale mais. Foi uma sensação idêntica do que se tivesse marcado ao Boavista ou Moreirense. Por se tratarem de clubes que também representei. E, querendo ou não, acaba por ser diferente. Não é por ser o FC Porto.

O que espera alcançar quando encerrar a temporada? A nível coletivo e individual?
Tento não me focar naquilo que está para vir, mas no presente. Se não trabalhar no presente, no dia a dia, jogo a jogo, é escusado pensar no futuro. Mas não escondo: tenho ambição de poder regressar ao Benfica, clube de onde venho. É, sem dúvida, um objetivo.

Que razão o levou a recusar o Marítimo para depois optar pelo Paços de Ferreira?
Desde o ano passado que fiquei com um carinho especial pelo Paços de Ferreira. Já tinha sido abordado pelo presidente Paulo Meneses, que este ano repetiu o gesto, o que foi do meu agrado, pois já tinha rejeitado um primeiro convite, antes de ingressar no Boavista. Acreditaram em mim e acho que isso influenciou muito. Depois, estas condições de trabalho, o percurso do Paços de Ferreira nos últimos anos, tudo junto pesado numa balança influenciou bastante a minha decisão.

E qual foi a reação do Benfica a essa recusa ao Marítimo?
Ambas as partes tomaram uma decisão a pensar na minha evolução enquanto jogador, havendo que equacionar o projeto onde me sentiria melhor e teria mais espaço para evoluir. Foi esta a decisão a que ambas as partes chegaram… Acredito que foi o melhor passo neste momento da carreira para chegar mais forte ao Benfica.

Onde se vê a jogar na próxima época?
Hummm… Tenho como objetivo regressar ao Benfica. Mas o futuro não interessa se não trabalharmos arduamente no presente. Embora seja um objetivo, tento não me focar muito nisso e coloco as minhas energias no trabalho diário.


Como se vê perante a condição de emprestado, depois de passar por Moreirense e Boavista em idêntico regime?
Sinto que o Benfica acredita em mim! Caso contrário, não me emprestava por três vezes consecutivas… Se não fosse assim, eventualmente já teria saído do Benfica, numa venda ou envolvido numa troca. Entro nos projetos com a ambição de poder regressar mais forte. É por isso que aqui estou e a ajudar o Paços de Ferreira. Para poder evoluir individualmente. Não me sinto mal em estar emprestado pelo terceiro ano consecutivo. Cada projeto é um projeto, tenho todas as condições para sair daqui melhor jogador do que entrei.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa ou na edição digital de A BOLA 

 

 

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