«Espero que sejamos capazes de cortar as unhas...»

Vizela 14:26
Por Redação

A receção do Vizela ao Paços de Ferreira é um jogo revestido de caráter especial pelo facto de se realizar no Estádio do Vizela que, recorde-se foi alvo de obras de melhoria, sendo que já apresenta o relvado pronto e as bancadas integralmente revestidas de cadeiras, quase todas azuis, depois de ter recebido o último jogo oficial a 22 de maio, para a 34.ª e última ronda da Liga 2 de 2020/21, em que o Vizela goleou o Vilafranquense (5-2) assegurando a subida à divisão principal.

 

Após ter cumprido a época 1984/1985, a primeira no principal escalão, no Estádio Municipal de Guimarães, e os dois primeiros jogos do presente campeonato em Paços de Ferreira, o Vizela vai, pela primeira vez, cumprir um jogo da Liga na sua cidade.

«Vai ficar na história. É muito bom regressar a casa e estar novamente no nosso habitat. A nossa família vai estar cá toda reunida. É importante não entrar em euforia pelo regresso a casa. Temos de ser responsáveis, mas também destemidos para ganhar os três pontos. Temos de ser iguais a nós próprios. Só pelo facto de estarmos em casa, não nos podemos deixar distrair», disse o treinador Álvaro Pacheco, em conferência de Imprensa.

O Paços de Ferreira é o adversário, equipa que merece rasgados elogios por parte do treinador do Vizela: «É um clube muito amigo, pelo qual os vizelenses nutrem uma gratidão muito grande, e que apresenta uma equipa muito bem treinada, capaz de gerir muito bem a bola. É uma equipa muito objetiva, pragmática e inteligente. Prevejo um jogo emotivo, entre duas equipas que vão querer conquistar três pontos.»

 

Com o plantel já ambientado ao «melhor relvado do mundo», Álvaro Pacheco fez um pedido aos jogadores: «Que sejam uma equipa séria, determinada, ambiciosa e corajosa.»

Ainda sobre o empate da última jornada, frente ao Gil Vicente (2-2) e o golo invalidado a Kévin Zohi, que daria o 3-1, por um fora de jogo de um centímetro descortinado pelo videoárbitro, o treinador mostrou-se desagradado: «Aos 90+2 minutos, a jogar fora de casa, muita gente pensava que o empate seria justo, mas pusemos os nossos centrais na área. Isto demonstra a ambição, o caráter e a vontade de ganhar que os meus jogadores têm vindo a demonstrar. O golo anulado? É um exemplo do que está a estragar o futebol. Deve haver uma margem de erro. Infelizmente somos a equipa com mais golos anulados, já são quatro, e somos também a equipa com mais foras de jogo assinalados. Revela também que somos uma equipa destemida, corajosa, e que gosta de atacar. Espero que sejamos capazes de cortar todas as unhas, para que, por um centímetro, não nos lixemos amanhã.»

Notícia atualizada

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