«Saio com mágoas»

Brasil 18-09-2021 10:15
Por João Almeida Moreira

António Oliveira atribui a «questões de índole pessoal, de personalidade, de caráter, de dignidade, que não têm preço» a sua saída do Athletico Paranaense, clube que dirigiu por 40 jogos, dos quais 21 foram vitórias, sete empates e 12 derrotas. Com o clube nas meias-finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, o treinador de 38 anos lamenta não poder estar em Montevideu na eventual final do furacão na competição continental.

 

«É evidente que muita gente ficou pasmada com a minha decisão, ficaram a pensar que esse homem é maluco», disse Oliveira em entrevistas ao Globoesporte e à Bandsports: «Mas é como digo sempre: para mim há um conjunto de valores de que jamais poderei abdicar, independentemente de dinheiro, de títulos, há situações que não compram a minha dignidade, a minha forma de ser e estar na vida e no futebol.»


Sem nunca se referir diretamente aos motivos de que jamais poderia abdicar, Oliveira não confirma choque com Jadson, antigo internacional brasileiro.
«Os jogadores não se medem pela importância dentro de campo, mas pelo que também podem agregar ao grupo com a sua história, a sua liderança e foi sempre essa abordagem que tive com ele», frisou, antes de considerar Santos, Thiago Heleno e Nikão «lendas do clube».  

 

 António Oliveira, admitiu, sai com mágoas.
«A mágoa de não poder estar em Montevideu que sei que vai acontecer porque trabalhámos para que isso acontecesse», sublinhou. «Sempre disse aos jogadores que viria para ganhar títulos e aqueles que disseram ‘quem é este louco’ veem agora que estamos em competições com possibilidade disso, na Sul-Americana com uma possibilidade grande», prosseguiu.

 

«E tenho a mágoa de nunca ter conhecido a torcida do Athletico, que me tratou sempre muito bem, evidente que não agradamos a todos, mas isso faz parte», realçou Oliveira. Sobre saídas e entradas lamentou que a equipa não tivesse «smoking para todos os casamentos». E continuou: «O clube fez tudo ao seu alcance para que o elenco fosse o melhor para atacar todas as provas mas nós não tínhamos roupa para todos os casamentos, em alguns tínhamos só bermuda e havaianas. Senti isso quando perdi o Matheus Babi, depois a venda do Vitinho, que era o jogador mais decisivo da equipa, com mais assistências e mais golos, mas isso faz parte do futebol.»

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