«Sou teimoso, Simeone não será menos»

FC Porto 14-09-2021 13:37
Por Redação

Na antevisão ao encontro com o Atlético Madrid, Sérgio Conceição foi questionado sobre as declarações de Diogo Simeone que se mostrou surpreso por ver o antigo colega de equipa na Lazio seguir a carreira de treinador. O técnico do FC Porto também rejeitou descartou semelhanças nos estilos entre as duas equipas.

 

«Ambos representamos clubes de gente muito apaixonada, que no seu ADN tem muito a ver com a nossa personalidade. Temos as nossas diferenças. Em termos de dinâmica de jogo, são duas equipas aguerridas, mas esse é um argumento essencial para ganhar jogos no futebol hoje em dia», começou por dizer na projeção da partida de quarta-feira (20 horas), em Madrid, explicando mais à frente:

 

«(FC Porto e Atlético Madrid) são equipas diferentes, mesmo sem bola. Nós somos mais pressionantes na missão defensiva, enquanto o Atlético é mais passivo na recuperação de bola. Mas é forte na reação à perda e tem feito alguns golos assim. Com bola também existem diferenças. O princípio base está lá: são ambos equipas ambiciosas, determinadas, que não viram a cara a luta e disputam todos os lances que podem ser decisivo no resultado final. Aí há semelhanças.»

 

Sérgio Conceição recordou depois a época (1999/2000) em que atuou com Diego Simeone na Lazio: «Existiam traços de personalidade que faziam parte desse grupo, um grupo ganhador, difícil de lidar e de liderar para o treinador [n.d.r. Sven Goran Eriksson] na altura porque era tudo gente com caráter muito forte. Não foi um ano de beijinhos, foi um ano de muita luta em cada treino para ganhar lugar na equipa e depois nos jogos. Acabou por ser um ano bom, conseguimos dar o segundo título à Lazio, o que não é fácil em Itália tendo em conta que na altura jogavam na Serie A os melhores jogadores do mundo. Isso faz parte do passado, hoje somos treinadores e ambos temos muita vontade de ganhar o jogo amanhã. É nisso que estamos focados.»

 

Sobre as declarações de Simeone: «Sou teimoso, ele não será menos (risos). Estamos a falar de alguém que conheço. Sobre ele achar que eu não viria a ser treinador, na altura eu tinha 23 anos e o meu foco era ser jogador de alto nível. O Diego era mais velho e já pensava no fim da carreira. Via a minha teimosia em querer agarrar o meu lugar na equipa e não esperava ver-me como treinador porque eu não ‘bitaitava’ sobre isso, ao contrário dele que era mais bitaites no balneário sobre o que era a equipa.»

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