Matheus Nunes recorda infância: «A minha mãe não sabe como não virei ladrão ou traficante de droga»

Sporting 27-07-2021 19:42
Por Redação

Matheus Nunes é o protagonista do mais recente episódio do programa ADN de Leão. Em conversa descontraída com Guilherme Geirinhas, o médio de 22 anos recordou também a difícil infância.
 

«Passei muitas dificuldades na minha vida, nem tinha comida para comer», contou, recordando os tempos em que vivia na favela Palmeira, no Rio de Janeiro. «A minha mãe, ainda hoje em dia, diz que não sabe como nunca virei ladrão ou traficante de droga», confidenciou.
 

O jogador recordou ainda momentos da gloriosa campanha da época passada, que culminou com a conquista do título de campeão nacional.

Golo ao SC Braga: «É um golo especial. Depois da receção que tivemos no hotel, fui para aquele jogo confiante. Na nossa saída para o estádio, estava a chover, havia muita malta a gritar os nossos nomes, foi incrível. À saída do estádio foi igual, lembro-me de entrar para o autocarro e dizer ao Jovane, que estava atrás de mim, ‘mano, se isto está assim, imagina se este jogo tivesse adeptos’. O golo… é um segundo, aquilo não foi nada planeado, saiu, olhei para ele, fiz assim, ele viu, fez também, meteu a bola muito bem, nem tive de tocá-la, só rematei. Sempre fui habituado a ter responsabilidade, porque cresci em casa sem pai, então sempre cresci com responsabilidade»
 

Sporting: «Estou focado no Sporting. Claro, este ano vai ser jogo a jogo.»
 

Campeão: «O momento mais emocionante não foi quando o árbitro apitou, não foi quando fizemos o golo, foi quando passado 10 minutos de o jogo acabar olhei lá para cima e vi a minha mãe (…) Foi indescritível, começou a passar o filme todo na minha cabeça, quando era pequenino, as dificuldades que passei antes de conhecer o meu padrasto, não tinha comida para comer, chegava a casa com a sola do pé toda preta, a minha mãe gritava: ‘não toques no sofá’. Primeiro tens de acreditar nos teus sonhos e depois é teres as pessoas certas na hora certa. Se não houvesse o meu padrasto nunca tinha vindo para Portugal, se não tivesse vindo nunca teria conhecido o meu padrinho, não teria tido as oportunidades que tive. É acreditares, rodeares-te das pessoas certas e teres talento.»


Seleção: «Eu não escolho, a que me chamar eu vou. Se me chamarem para a formação, depois ainda posso mudar. Ainda não chegou  o documento. Num Portugal-Brasil ao intervalo troco de t-shirt [risos].»



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