Miguel Silva: «Agora trabalho nas ilhas»

A BOLA FORA 11:17
Por Tânia Ferreira Vítor

Miguel aterrou na Madeira há alguns dias e já se treina ao serviço do Marítimo. Na época passada vestiu a camisola do APOEL de Nicósia e fez 25 jogos oficiais entre a I Liga do Chipre e as competições europeias.  
- À hora que te ligo, o que estás a fazer?
- Olha, estou na varanda do hotel com a Ana a ver o mar. Não estamos mal [risos]. A minha filha está a dormir no quarto e viemos cá para fora para falarmos mais à vontade.

- Do mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico, de uma ilha para outra… Estás a escolher os sítios a dedo [risos] ?
- É verdade. Eu já disse à Ana que agora só trabalho nas ilhas [risos]. No Chipre, vive-se realmente bem: temperaturas altas e paisagens incríveis. Na Madeira, o clima é mais ameno e também parece tudo muito bonito.

- Assinaste pelo Marítimo na semana passada. Passaste umas férias inquieto por causa do frenesim da janela de transferências?
- Normalmente até sou tranquilo, mas confesso que andei mais nervoso do que o normal. Sabia que o clube não contava comigo para esta época e que tinha de procurar equipa. Quando cheguei do Chipre, fui com a Ana, a minha prima e o marido dela passar uns dias de férias a Cascais. Estava numa partida de ténis com o meu primo quando recebi o telefonema do meu empresário com o interesse do Marítimo. Entretanto, passaram uns dias e eu andava naquela incerteza se iam avançar ou não, porque queria organizar-me. Mesmo não estando nos planos do APOEL, tinha de apresentar-me ao trabalho no arranque da pré-época. Ainda tinha contrato com eles e a hora de voltar estava a aproximar-se; não sabia se marcava voo e o teste de Covid-19 que é obrigatório para viajar. É verdade que passei uns dias um bocado stressado, mas felizmente tudo se compôs e estou feliz por estar aqui.

- Oficializaste tudo com o Marítimo antes do arranque da pré-época e preferiste não esperar por outras propostas. És cauteloso?
- É claro que esperar por outras possibilidades e ver no que dava passou-me pela cabeça, até porque gostei da experiência de estar fora e confesso que não me importava de continuar no estrangeiro. Mas gostei da abordagem do Marítimo e cheguei à conclusão de que também era bom regressar ao campeonato português e tentar deixar aqui a minha marca.


- E como é que estes primeiros dias estão a correr? Vão estagiar fora?
- Vamos ficar na Madeira duas semanas e depois vamos estagiar para Lousada, num hotel com umas casinhas porreiras.

 

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