Lucas Digne falou de treinadores e não esqueceu Marco Silva

Everton 08-06-2021 09:11
Por Redação

Lucas Digne, um dos convocados da seleção francesa para o Euro-2020, concedeu uma entrevista ao jornal L’Equipe na qual fala sobre os vários treinadores com quem trabalhou ao longo da carreira (Everton, Barcelona, Roma, PSG e Lille).

Aquele que sai mais elevado é o italiano Carlo Ancelotti, que o lateral francês considera mesmo o melhor estratega com quem trabalhou. «Analisa muito bem os adversários e lê muito bem os jogos. Tenta adaptar-se aos jogadores que tem à disposição todas as semanas. Pode variar o sistema durante um jogo com um estalar de dedos. A mensagem é transmitida com muita facilidade. Luis Enrique também era muito bom nisso no Barcelona. Só falávamos cinco ou 10 minutos sobre tática. Era incrível. Todos estavam recetivos, mas as instruções eram também muito claras e precisas. Durante os treinos colocava-se no alto, nuns andaimes, para observar as linhas, e explicava os movimentos que pretendia», referiu Digne.

O lateral francês de 27 anos também destacou o humor de Ancelotti, além da qualidade humana, no qual acabou por referir também o nome do português Marco Silva. «Com Marco Silva ou Ancelotti, podemos falar de algo mais do que futebol. De manhã Ancelotti gosta de tomar o café connosco, falamos de tudo ou de nada, do que aconteceu no dia anterior, da vida cotidiana, das nossas famílias. Quando nasceu a minha família durante a pandemia, ele e a sua equipa estiveram sempre ali», contou.

Digne classificou ainda o também italiano Luciano Spalletti como o treinador mais rigoroso, assim como o mais temperamental. Mas deixou também considerações menos positivas: «Com Laurent Blanc não tive qualquer ligação humana. Com Ernesto Valverde, com que estive um ano no Barcelona, também foi um pouco assim. Não foi um grande comunicador. Não era a sua natureza. Falava com Lionel Messi, que era o capitão, mas tinha de esforçar-se. Notava-se que era reservado», contou.

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