«Adeptos transmitiram a mensagem mais forte de sempre no futebol»

Arsenal 22-04-2021 16:28
Por Redação

Mikel Arteta, treinador do Arsenal, disse esta quinta-feira que o dono do clube, Stan Kroenke, lhe pediu desculpas pela decisão, entretanto falhada, de aderir à Superliga Europeia. Ao mesmo tempo, elogiou a força dos adeptos dos vários clubes envolvidos e a sua força.

 

O treinador disse que falou com Kroenke e o diretor executivo Vinai Venkatesham falou com os jogadores.

«Os donos têm a responsabilidade máxima de gerir o clube e disseram isto: ‘pedimos desculpa por ter causado esta perturbação, não percebemos como comunicar a questão mais cedo, passa a mensagem aos jogadores’. Eu soube o que ia acontecer um pouco antes da notícia sair [no domingo à noite], percebi porque não podia saber antes e não estive envolvido na decisão. Depois tudo se descontrolou e o mundo reagiu de forma unânime», recordou Arteta. «Não houve muito tempo para pensar, porque assim que se soube houve um tsunami reações que acabou por terminá-la.»  

 

Segunda a terça-feira os adeptos começaram a reagir e à porta dos estádios de Chelsea, Liverpool ou Tottenham começaram a surgir cartazes e protestos.

 

«Acho que o caso nos deu uma grande lição e deu para ver a importância que o futebol tem no mundo. E mostrou que a alma desta modalidade são os adeptos. Durante a pandemia temos tentado gerir a indústria sem adeptos nos estádios. Mas quando apareceram, agora, fizeram-no de tal maneira alto e bom som, que transmitiram provavelmente a mensagem mais forte de sempre na história do futebol», elogiou.

 

«Todos os clubes, deixando os interesses para trás, fizeram o que estava certo – ouvir os fãs, e em 24 horas o projeto foi abaixo», concluiu.

 

O anúncio da Superliga Europeia, formada por Milan, Inter, Juventus, Arsenal, Liverpool, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Atlético Madrid, Barcelona e Real Madrid aconteceu no domingo, mas não sobreviveu mais de 48 horas, com UEFA, FIFA, Federações e adeptos a fazer valer fortes críticas ao formato.

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