«Duas situações que não ganham jogos: orçamentos e estatísticas»

FC Porto 12-04-2021 14:09
Por Redação

A diferença de orçamentos entre Chelsea e FC Porto foi largamente falada na primeira antevisão ao embate entre os dois emblemas na Liga dos Campeões, e voltou novamente à baila com Sérgio Conceição a repetir que há aspetos que não entram em campo.

 

«Como reabrir a eliminatória? Fazer golo. É fazer golos, ser equilibrados. Esta forma de pensar tranquila e séria pode ser uma mais-valia, sem entrar com muita ansiedade, isso pode ser prejudicial. Temos de focar mais no trabalho e menos no resultado final. O Otávio respondeu bem, não é só jogar 'à Porto' frente ao Chelsea. Temos de ser resilientes, ultrapassar dificuldades, tentamos sempre entrar com esse espírito. É assim que se ganham títulos. As equipas de fora estão mais bem apetrechadas, às vezes só um custou mais do que todo o nosso mercado. Mas também digo... Há duas situações que não ganham jogos: os orçamentos e as estatísticas. E contra mim falo. Em termos estatísticos, goleámos o Chelsea, mas perdemos 2-0, essa é a realidade. Sobre o apoio dos adeptos não é preciso falar, porque está sempre presente.»

 

Sérgio Conceição disse na antevisão ao primeiro jogo que não tinha mostrado aos jogadores a derrota dos Blues com o West Bromwich, sofrida dias antes de as duas equipas se defrontarem em Sevilha. E esta segunda-feira confirmou que não o voltou a fazer novamente para este jogo.

 

«Não, vi os golos, o jogo, mas não falámos disso. Preocupámo-nos muito com o que nós temos de fazer em função do que é a estratégia para o jogo. Não vamos buscar nenhum jogo isolado só porque o Chelsea perdeu. Há algumas fragilidades que vamos buscar, mas não é referência para nós, ainda mais porque estavam em inferioridade numérica. Pode acontecer contra nós e é bom saber como reagir. Prever a postura do adversário não consigo, não tenho bolinha mágica. Analisamos a dinâmica.»

 

FC Porto pode exibir-se acima do que fez no primeiro jogo?

«Foi um jogo de bom nível, mas não foi muito bom, senão teríamos ganhado. É em cima disso que vamos tentar melhorar. (…) Mas não é com muitos avançados que se ataca melhor nem com muitos defesas que se defende melhor. Penso que está respondido.»

 

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