«Mais tarde ou mais cedo chegarei às vitórias»

Ciclismo 02-03-2021 11:45
Por Entrevista de Fernando Emílio

Regressado dos Emirados Árabes Unidos onde conquistou primeiro pódio no World Tour (3.º lugar na geral), João Almeida recorda a quarta posição no Giro, que durante 15 dias liderou. Corredor de 22 anos, conta a A BOLA que não foi aumentado desde que chegou à equipa e espera que o selecionador nacional olhe para ele antes de Tóquio-2020.


A BOLA - Quatro meses depois de terminar o Giro, em que foi 4.º classificado, qual  a sensação regressar à competição?
 

João Almeida - Foi como se estivesse a viver uma história de amor e regressar a uma coisa que desejava que acontecesse. Depois da preparação de inverno, existia alguma ansiedade por voltar a competir e viver de novo o ambiente habitual antes, durante e depois das etapas. Sentia a falta de falar com os mecânicos e ver como está a bicicleta, de dialogar com os companheiros de equipa e rever o percurso das corridas, entrar no autocarro a caminho da partida perspetivando a corrida e no regresso falar sobre o que aconteceu ao longo do dia. A Volta aos Emirados foi o recomeço de uma nova etapa na minha vida.


- Que balanço faz do terceiro lugar na Volta aos Emirados Árabes Unidos?
 

- Acho que foi muito bom. Parti com o objetivo de ficar entre os dez primeiros e se conseguisse o top cinco seria excelente, como fui terceiro posso dizer que realizei uma ótima corrida. Pelo trabalho que tinha realizado nos treinos sabia que estava num bom momento, fiquei surpreendido porque as sensações foram melhores do que esperava. A temperatura nos Emirados era boa e não esteve aquele calor que se temia, nas estradas do deserto nunca tivemos mais de 32 graus, o vento por vezes é que obrigava a estar mais atento e na cabeça do pelotão.    

 

- Como reagiram os diretores desportivos e a equipa à sua prestação?
 

- Um lugar entre os três primeiros é sempre muito importante para o ciclista e para a equipa. No meu caso por ser o primeiro pódio deixou-me muito feliz, provando que o trabalho e o sacrifico foram compensados. Toda a equipa me felicitou, desde os diretores até ao massagista, festejámos em conjunto pelo sucesso coletivo, que também incluiu duas vitórias em etapas do Sam Bennett.

 

- Qual foi a sensação quando lhe comunicaram que iria ser o líder da equipa na Volta à Itália?
 

- Em meados de fevereiro, no decorrer do estágio em Espanha, fui chamado para uma reunião com diretor desportivo Davide Bramati e o meu treinador Koen Pelgrim, comunicaram-me que tinham decidido alterar o meu calendário. Disseram-me que confiavam em mim, nas minhas capacidades e que iria ser o chefe de fila da equipa na Volta à Itália. Como o Giro tem uma etapa em sterrato (terra batida) iria correr a Strade Bianche que tem onze troços para me adaptar, antes de correr o Tirreno - Adriático, de seguida a Volta à Catalunha, existindo a possibilidade de estar na Fléche Wallonne ou Liége-Bastogne-Liége, finalizando com um estágio em altitude. Fiquei muito feliz com a notícia, que é o reconhecimento pelo meu trabalho e pela evolução que se tem processado desde que ingressei na equipa.      

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital de A BOLA.

Ler Mais
Comentários (6)

Últimas Notícias