«Missão cumprida» com pitada de tristeza

Andebol 28-01-2021 12:05
Por Célia Lourenço

Sem uma comitiva numerosa a aguardar por eles no aeroporto Francisco Sá Carneiro - as contingências da pandemia assim o impõem -, os Heróis do Mar terminaram ontem a travessia aérea de 18 horas iniciada no Cairo, onde passaram as últimas semanas a escrever a história do andebol nacional no Campeonato do Mundo.

 

Com um 10.º lugar, que superou o melhor registo (12.º) de 2003, e carregando as placas de MPV que receberam em alguns jogos, caso de Humberto Gomes, ainda melhor guardião na estatísticas da prova da qual é o mais velho atleta, aos 43 anos, Miguel Martins, Pedro Portela ou André Gomes, a comitiva chegou envolta num misto de satisfação e tristeza, pois as medalhas sonhadas ficaram longe.


Porém, os portugueses não parece ter perdido brilho aos olhos do pequeno Tiago, um adepto de palmo e meio ferrenho que, vestido a rigor e orgulhosamente segurando a bandeira de Portugal, aguardava por eles, merecendo até um post no Facebook do adjunto Paulo Fidalgo e a promessa de uma camisola.

 

«Ao criarmos a nós próprios e aos outros uma expectativa elevada, por vezes corremos o risco de não ficarmos muito contentes, quando até temos um resultado assim. Estamos um pouco tristes, mas termos perdido só com duas seleções de renome internacional deixa-nos uma sensação de missão cumprida», admitiu o selecionador nacional, referindo-se ao desaire com a Noruega, vice-campeã dos dois mundiais por um golo, e a França, seis vezes vencedora da prova, que fechou a porta dos quartos a Portugal.

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