Weigl no ‘ponto’ com dose de Javi, Matic e Enzo Pérez 

Benfica 17-01-2021 09:38
Por Nuno Reis

HÁ sensivelmente um ano, ainda no papel de treinador do Flamengo, Jorge Jesus foi convidado a dar a sua opinião sobre Julian Weigl, que chegara surpreendentemente ao Benfica a troco de €20  milhões, proveniente do poderoso Dortmund, da Bundesliga. «É grande jogador, já o defrontei por Sporting e Benfica. Na primeira fase tem saída de bola fantástica, não treme. Pode ter pressão que não treme. Tem ainda um defeito no jogo dele que terá de ser ensinado pelo treinador mas é uma aposta segura», disse então à CMTV, sobre tema que abordou várias vezes desde que chegou à Luz: «Weigl tem evoluído, está a melhorar e disse-lhe que foi o melhor em campo frente ao FC Porto. Todos os jogadores que trabalham comigo vão evoluindo e ele também está a evoluir. Com bola é um jogador de nível alto, mas estou a tentar que tenha uma forma de jogar mais agressiva no posicionamento e na pressão.»


Estas foram palavras de Jesus depois da final da Supertaça com o FC Porto (0-2), mas anteontem, agora no Dragão para a Liga (1-1), o alemão voltou a mandar na posição 6, que nesta segunda passagem do treinador pela Luz nunca esteve tão firme. São, pois, seis jornadas seguidas como titular e a crescer, beneficiando, igualmente, da ausência de Gabriel, por lesão e Covid-19.


«A grande qualidade do Julian é ofensiva. É um jogador com uma qualidade de passe extraordinária, mas a posição onde joga exige grande capacidade física», disse ainda Jesus sobre o médio. E o treinador dedicou, pois, muito trabalho a Weigl nos últimos tempos, sendo possível verificar, por exemplo, no jogo com o Tondela, uma  inédita (?) subida ao relvado durante o aquecimento dos jogadores para dar instruções ao médio alemão, como foi possível ver de fora. Linguagem gestual do treinador não engana e os resultados estão à vista: é como se o alemão de 25 anos tivesse sido temperado, de repente, com pitada  de Javi García, de Matic ou Enzo Pérez, médios marcantes da primeira passagem de Jesus pela Luz, ou de Arão, o brasileiro que guarda as costas aos craques no Flamengo.


Weigl, como se viu no Dragão, está mais cuidadoso com as zonas que pisa, com o que acontece nas suas costas e à sua frente, como se de um Matic se tratasse. Faz a pressão que a equipa precisa, mas está igualmente mais rijo e duro, como Javi García, e agressivo e rápido, como Enzo Pérez, sem receio de ir ao choque. Como JJ quer num 6.
 

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