Miguel Martins: «Deixámos tudo em campo, e foi por aí que a vitória caiu para o nosso lado»

Andebol 15-01-2021 13:02
Por Redação

Miguel Martins foi eleito o melhor em campo na vitória desta quinta-feira frente à Islândia, no jogo de abertura de Portugal no Campeonato do Mundo de Andebol. O jogador compareceu hoje numa conferência de imprensa à distância e respondeu sobre os momentos e emoções vividas durante a partida.

 

«É sempre bom ver o nosso trabalho ser reconhecido, e ontem fiquei muito feliz por ter feito o jogo que fiz e poder ajudar a equipa, mas o mais importante é o trabalho da equipa. Eu como central tenho o principal papel de distribuir o jogo para os outros, e ontem também aconteceu o contrário, os meus colegas estão de parabéns, conseguiram-me abrir muitos espaços e foi graças a eles que eu conseguir ser o MVP do jogo», disse o central, que assinou uma fantástica exibição diante dos nórdicos.

 

Depois de dois jogos de preparação frente à Islândia, a Seleção Nacional estaria à espera do que aconteceu ontem no Egito: «Ia sempre ser um jogo diferente. Como tínhamos feito dois jogos antes, as duas equipas estudaram muito uma à outra, e ontem foi a prova provada de que conseguimos preparar melhor o jogo do que eles, e depois aquela entrega, aos deixarmos tudo em campo, foi o fundamental e foi por aí que o jogo se resolveu. Nas bolas muitas disputadas a bola ficava sempre consegue connosco e acho que isso é da entrega e foi por aí que a vitória caiu para o nosso lado.»

 

O jogador do FC Porto deu ainda a sua opinião sobre a importância de entrar nas partidas muito forte, para andar sempre na frente do marcador. «Claro que é sempre bom entrar bem nos jogos, mas nós, com a experiência que temos, já percebemos que podemos entrar mal e depois dar a volta. Um exemplo negativo disso mesmo foi o nosso segundo jogo com a Islândia [na preparação], em que começámos muito bem e depois na segunda parte correu-nos tudo mal. Foi um jogo e já nos aconteceu o contrário, mas claro que é sempre bom entrar bem», explicou, antes de avaliar o valor do triunfo frente aos islandeses perante os restantes adversários do Grupo: «Este jogo era importante por ser o primeiro, mas todos são de igual importância, porque são uma final. O nosso principal objetivo é vencer, e temos de encará-los sempre assim, jogo a jogo, face à qualidade dos jogadores que temos. Queremos ganhar todos os jogos e, por isso, todos os jogos são de igual importância.»

 

Miguel Martins acredita que Marrocos e Argélia serão agora adversários muito competentes. «A principal característica destas equipas é a capacidade que têm de se entregar ao jogo. São muito possantes, muito fortes fisicamente, muito aguerridas e sabem jogar andebol, portanto vai ser um jogo difícil. No entanto, se entrarmos bem desde o princípio, concentrados, a fazer o nosso jogo, com boa defesa e a sairmos rápidos para o contra-ataque, penso que somos superiores.»

 

A experiência de viver numa bolha também foi relatada pelo central da equipa das quinas. «Todos sabemos que estamos a viver numa época diferente, atípica, temos de seguir as medidas e está tudo a correr bem. Vivemos numa bolha. A organização está a fazer um excelente trabalho. É a vida de hotel, nos almoços temos uma sala em que estamos só nós. É usar sempre máscara, estamos isolados, raramente vemos outras seleções, está bem organizado nesse sentido», concluiu.

 

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