Desporto de volta mas a pedir apoios

Mais Desporto 19-12-2020 09:17
Por Nuno Perestrelo

A retoma gradual da prática desportiva foi aprovada ontem pela Assembleia da República, cujos deputados se pronunciaram favoravelmente a projetos de resolução apresentados pelo Partido Comunista Português (PCP) e Partido Ecologista os Verdes (PEV). O documento comunista foi aprovado com abstenções de PS, PSD e CDS-PP, enquanto o do PEV contou apenas com abstenção dos socialistas.


Com a prática desportiva - exceção feita apenas às competições nos escalões seniores - interrompida devido à crise pandémica de Covid-19, os deputados validaram a recomendação comunista para que, asseguradas medidas de prevenção sanitária e desde que dotado o SNS «dos meios indispensáveis para responder ao Covid-19», seja permitida, pode ler-se, «a fruição da cultura e das diferentes expressões da vida», que, defende o partido, «são essenciais à saúde, ao bem-estar e à concretização dos direitos dos trabalhadores e do povo».


No projeto, também aprovado, do PEV, recorda-se que em novembro foi criado um grupo de trabalho para analisar planos de adaptação das modalidades desportivas tuteladas por federações desportivas com utilidade pública desportiva, mas que até à data o mesmo não apresentou conclusões.


Os ecologistas consideram que «as restrições impostas, que inibem ou impossibilitam a prática de atividade física e desportiva, assim como a restrição de presença de público nos eventos desportivos, têm estado a afetar significativamente este setor, desde o movimento associativo popular ao desporto de alto rendimento, o que acaba por ter efeitos muito negativos na economia do país».


Distribuir dinheiro
No dia em que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional formalizou o pedido, ontem noticiado por A BOLA, para que as competições profissionais sejam incluídas no pacote financeiro de revitalização económica do país, reclamando valores de apoios que podem chegar aos 400 milhões de euros,  José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, não só apoiou o pedido, como reforçou o que tantas vezes tem dito: que os apoios devem ser transversais a toda a atividade desportiva. Em causa está, alertou de novo, a sobrevivência de muitos clubes, ou seja, da base do desporto em Portugal.


Se o futebol estima perder entre €276 e €362 milhões, as perdas no desporto amador são dificilmente quantificáveis.

 

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