Quaresma assume: «Houve coisas que, hoje, não as faria»

Vitória de Guimarães 05-12-2020 10:23
Por Nuno Saraiva Santos

Ricardo Quarema foi, no último dia da Web Summit, um dos oradores da sessão 'O desafio dos campeões'. O extremo do Vitória de Guimarães, que abordou vários momentos da sua carreira, elogiou Pinto da Costa, que o ajudou a corrigir uma das suas «maiores asneiras».

«Por muito que as pessoas me dissessem para onde devia ir, sempre fui pela minha cabeça. Houve coisas que, hoje, não as faria. Uma foi ter ido para Dubai [Shabab Al-Ahli, em 2012/2013].  Tinha 29 anos, fui para lá muito novo. Foi das maiores asneiras da minha vida. É algo mais para fim de carreira. Muita gente dizia que eu estava acabado, a ficar gordo. Voltei à Europa e percebi que o dinheiro não era tudo. Tenho muito a agradecer ao presidente Pinto da Costa, por me abrir de novo as portas do FC Porto [2013/2014]. Foi muito importante para eu mostrar que estava bem vivo», relatou o extremo de 37 anos, recuando ao passado e ao Sporting para recuperar a invenção da trivela: «Tinha os pés demasiado para dentro. Precisava de tratamento, mas era difícil para os meus pais andarem comigo na fisioterapia. Comecei a aproveitar a parte de fora do pé para fazer as jogadas, os remates, os cruzamentos.»

Quaresma revelou que vai criar uma fundação, mas não desvendando o fim a que se destina. Prometeu, sim, continuar a lutar pela igualdade, ele que em maio criticou o plano de confinamento específico para a comunidade cigana proposto pelo líder do Chega, André Ventura. «Não tinha a noção do papel social que tinha, mas percebi que tinha muita gente do meu lado e que felizmente ainda há muita gente muito boa. Todos somos iguais e merecemos ser tratados da mesma maneira, independentemente da cor ou do dinheiro. Ninguém tem o direito de criticar por se ser negro, branco ou cigano.» 

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