«Black Panther» já ataca no Bessa

Boavista 10-11-2020 10:04
Por Pedro Cadima

Júbilo nas Honduras. Alberth Elis já retribui o investimento feito na sua contratação, pondo em campo todo o instinto felino na receção ao Benfica, fazendo subir a cotação que já era alta quando chegou ao reino da pantera. O hondurenho recrutado ao Houston Dynamo, da Major League Soccer, terá custado mais de um milhão de euros ao Boavista, tendo o interesse  sido tão feroz que demoveu o avançado de ponderar outros convites, recebidos de França e Turquia.


Um «casamento perfeito» caracteriza o empresário Daniel Solís, que descreve a capacidade de atração do Boavista sobre Elis, que acaba de largar o título de Panterita para se proclamar La Pantera, independentemente dessa ter sido a muito respeitada alcunha de David Suazo, nome maior nas Honduras. Uma ligação transcendente para o extremo que era um dos jogadores mais adorados na MLS  - em Houston só desportivamente batido pelo basquetebolista James Harden -, símbolo maior da comunidade afro-latina, sobretudo a partir do Texas. Os seus festejos tornaram-se icónicos, sacando em cada golo a máscara de T’Challa, príncipe do reino de Wakanda, que se tornou em Black Panther, o primeiro grande super-herói negro do cinema, interpretado pelo recentemente falecido Chadwick Boseman. Elis não sacou a máscara mas gatinhou que nem uma pantera, alimentando-se da felicidade do primeiro golo no Bessa diante de um candidato ao título. Desmarcação e conclusão de nível superior, fazendo sociedade perfeita com Angel Gomes. Também se viu o adorno de Elis para o inglês faturar em Faro.


«Ele tem a alcunha de pantera e está a jogar por um clube cujo símbolo é a pantera. É uma ligação fortíssima para ele, motiva-o imenso. Não foi a razão de assinar, esse foi o projeto desportivo que lhe foi apresentado, a discussão de lugares de Champions, de Liga Europa, a ideia de ser importante no clube e fazer a sua história na Europa. Mas foi um suporte interessante neste processo. Vai fortalecer a relação dos adeptos com ele. É um jogador explosivo, que acelera, marca e assiste e conquista as pessoas pelo seu carisma. Além das suas jogadas faz delirar os adeptos com os seus festejos. Transmite magia», enaltece.


«Tornou-se um ídolo na MLS e não só em Houston por essa dimensão também. As crianças adoravam-no e imitavam-no. Era um símbolo em redor da comunidade afro-latina de Houston, ajudava muito os mais novos, oferecia sapatilhas, mochilas e outros equipamentos. A simbologia e a força do personagem de Black Panther está sempre com ele. Chegou ao Boavista como uma pantera. Já não é a panterita», assinala Daniel Solís. Alberth Elis é tão fã de Black Panther, estreado em 2018, e tão consciente da importância social do personagem central, que fez questão de esgotar uma sala de cinema, oferecendo a visualização da película a 80 miúdos de uma escola da comunidade latina de Houston.


«Ele tem uma fundação pela qual procura ajudar os mais necessitados. Isso fortalece a sua imagem. É uma pessoa que nunca deixou de lado os estudos, iniciou Administração, apesar de se ter estreado muito cedo nas Honduras e ter partido logo para o México e Estados Unidos.»
 

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