Biden promete ser unificador e trabalhar para «curar» a América

Estados Unidos 08-11-2020 09:05
Por Redação

Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, fez esta madrugada o discurso de vitória, em Wilmington, no seu estado natal de Delaware. O local, um parque de estacionamento, estava preparado há muito, à espera de ser utilizado. Demorou quatro dias, por isso Biden apareceu em passo de corrida no palanque, já depois de a sua vice-presidente eleita, Kamala Harris, ter também falado. 

 

«O povo desta nação falou e deu-nos uma vitória clara com mais votos do que nunca, 74 milhões», disse, prometendo ser um Presidente «que não procura dividir, mas unir. Candidatei-me pelas pessoas, para restaurar a alma da América, da classe média, para que a América volte a ser respeitada no Mundo e unir-nos aqui em casa. É uma honra que tantos milhões tenham votado na nossa visão». Nesta altura, já depois de a vitória declarada no estado da Pensilvânia lhe ter dado os 20 votos necessários para chegar aos 270 no Colégio Eleitoral, também o estado do Nevada ficou garantido, chegando aos 279. Falta atribuir Arizona, Georgia, Carolina do Norte e Alaska.

 

Por isso mesmo, depois de agradecer à sua mulher - destacando que agora haverá uma professora na Casa Branca como primeira dama - a toda a diversidade que possibilitou a sua eleição - sublinhando a comunidade afro-americana - , Biden apelou ao outro lado. «Aos que votaram no Presidente Trump, percebo que estejam desapontados. Já tive algumas derrotas na minha vida. Mas agora vamos dar-nos uma oportunidade, vamos deixar de tratar os nossos opositores como inimigos. Eles são americanos. Vamos deixar que esta era sombria de demonização na América tenha agora o seu fim. Está na hora de deixar de lado a retórica agressiva, vamos baixar a temperatura, vamos encontrar-nos e ouvir-nos uns aos outros. Este será um tempo para nos curarmos, para curarmos a América».

 

«Este é um mandato para restaurar a decência, a esperança, a importância da ciência. Temos de enfrentar as batalhas do nosso tempo: controlar o vírus, garantir assistência médica aos cidadãos, controlar as alterações climáticas, defender a democracia e dar a toda a gente uma oportunidade justa», pediu, anunciando que será precisamente a pandemia a sua primeira ação:

 

«Na segunda-feira, vou nomear uma equipa de cientistas de renome e de especialistas que vão ajudar a conceber o plano Biden-Harris Covid e transformá-lo num plano de acção que vai começar a 20 de Janeiro de 2021. Será baseado em ciência!»

 

Antes, Kamala Harris abriu então a noite. É a primeira mulher no cargo, mas também a primeira de ascendência afro-americana e asiática (de origem indiana) nesta posição. «Posso ser a primeira mulher neste cargo, não serei a última», afirmou Kamala Harris, que antes falou para todas as meninas que ela própria já foi - é preciso sonhar.

 

«Vocês votaram e deixaram uma mensagem clara: escolheram a esperança, unidade, decência, a ciência e a verdade. Joe Biden teve a audácia de quebrar uma das barreiras mais substanciais do nosso país e escolher uma mulher como sua vice-presidente. Por isso, sonhem com ambição, liderem com convicção e atrevam-se a olharem para vós próprios de uma forma como os outros nunca vos viram, simplesmente porque nunca o viram antes», disse. 

 

Depois, foi tempo de festa e fogo de artificio, com todas as famílias no palco. 

 

 

 

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