«Tenho muitos sonhos para concretizar»

Paços de Ferreira 20-10-2020 10:08
Por Pedro Cadima

Oleg estreou-se a marcar pelo Paços, conseguindo o primeiro golo como profissional ao 30.º jogo na Liga. O lateral-esquerdo moldavo, que foi grande esperança na formação do FC Porto, foi decisivo na primeira vitória da equipa em 2020/2021. Totalista esta época, cimentando a posição ganha com Pepa na última temporada, Oleg não estranhou a paragem, uma palavra absolutamente errada para quem fez 225 minutos em sete dias, defrontando Itália, Grécia e Eslovénia. Mesmo jogando por uma seleção de panorama menor, Oleg mascara a juventude dos seus 22 anos com 21 jogos já somados pela Moldávia, tendo defrontado craques consagrados. Mas o lateral até é mais português do que moldavo, pois vive no nosso País desde os 4 anos, quando se juntou aos pais em Rio Maior. A seleção é uma ferramenta de honrar o passado, sorver o orgulho de um povo e privar com os familiares.

 

«Realmente não posso falar de paragem. Foram três jogos em 10 dias com a seleção. Tenho de saber gerir, dosear o esforço no jogo. Isso não quer dizer não dar o máximo, é falar com o treinador e saber gerir em cada treino e no jogo. É possível e necessário», afirma Oleg, que aproveitou o embalo dos jogos internacionais para escrever uma página importante da sua vida em Portugal.


«Estou muito feliz por ter marcado o primeiro golo na Liga. Que seja o primeiro de muitos! Mas foi uma vitória necessária para todos. Não tivemos sorte noutros jogos em que estivemos claramente por cima. Tirou-nos um peso grande de cima. Foi muito bom, um alívio!», descreve o lateral-esquerdo, explicando a destreza de finalizador diante do Santa Clara.

 

«Sei que não é comum aquele movimento num lateral, mas os treinadores conhecem as minhas características e sabem que posso tirar partido das minhas condições. Se puder ir à frente na condição de recuar rapidamente, sinto-me bem nessas investidas. Aguento bem o ritmo de subir e descer, há um risco que temos de saber controlar», esclarece este fã de Robertson (Liverpool) e Alphonso Davies (Bayern), lembrando a veia goleadora de dragão ao peito.

 

«Marquei bastantes golos na minha primeira época no FC Porto B. Fiz cinco ou seis. Subia muito nos cantos, apesar de ser lateral e nada alto [tem 1,80 m], mas a bola costumava sobrar para mim. Depois eu e o Dalot éramos alas o jogo inteiro, porque a equipa jogava com três centrais», revela, citando um grande amigo agora transferido para o Milan.

 

«O FC Porto foi muito importante, fez-me aprender muito e consolidar-me. Fiz uma pré-epoca, mas o Sérgio [Conceição] avisou-me que não ia ter muitas oportunidades. Tento não pensar muito no passado, mas gostava de ter jogado na primeira equipa e ter tido chance de mostrar serviço. Há alturas que fica aquela sensação de que podia dar jeito», interroga-se Oleg, feliz pelo sucesso na primeira equipa dos dragões de amigos como Diogo Costa, Diogo Leite, Romário Baró ou João Mário e ressalvando: «Não entendo a mudança para o Paços como um passo atrás [tem vínculo até 2023]. Passei a jogar na Liga e a fazê-lo com regularidade. Quero fazer mais uma grande época, mas claro que aspiro a mais. Tenho muitos sonhos para concretizar, como jogar a Champions ou experimentar uma grande liga como a inglesa. Mas para já só penso no Paços.»

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