«Jogadores sujeitam-se aos atropelos primários a que o futebol nos habituou»

Sindicato (SJPF) 30-09-2020 00:17
Por Redação

O Sindicato dos Jogadores deu por encerrada a polémica com o Lourosa, mas aproveitou para responder ao treinador Rui Quinta pelas críticas que lançou ao organismo.

 

Leia na integra o comunicado do sindicato:

 

«Face à tomada de posição pública e esclarecimentos prestados pelo treinador e capitão de equipa do Lourosa, o Sindicato dos Jogadores escusa-se a mais comentários sobre uma situação que ficou à vista de todos e continua a merecer condenação, em defesa do respeito e dignidade da profissão.

 

Em resposta à pergunta, ‘onde estava o Sindicato em março?’, certamente para os mais distraídos, março foi o mês onde os problemas começaram e se tornaram visíveis múltiplas iniciativas sociais, mas o Sindicato, ao longo de anos, tem vindo a dar resposta no terreno, a estar com os jogadores nos momentos mais difíceis e a defender soluções que, aliás, são públicas, para os problemas estruturais do Campeonato de Portugal.

 

Antes e durante a crise provocada pela pandemia, o Sindicato esteve presente onde tinha de estar, com o plantel da AD Oliveirense SAD, da União de Leiria SAD, da União da Madeira SAD, da CD Fátima SAD, do Clube Olímpico do Montijo, do SC Praiense, da Torreense SAD e do Sporting Ideal, entre muitos outros casos, individuais ou coletivos, respondendo financeiramente, através do Fundo de Garantia Salarial e de todos os meios de apoio e serviços ao seu alcance.

 

Parte das reformas que hoje estão a ser feitas foram exigidas com a ação insistente, perante a denúncia e exercício dos direitos dos jogadores, em especial na condenação do incumprimento salarial, da irresponsabilidade e do amadorismo.

 

Estranho é que no momento de se falar em incumprimento salarial se procure branquear a responsabilidade de quem, realmente, tem a obrigação de honrar compromissos, procurar soluções e dialogar para resolver os problemas.

 

O Sindicato não se substitui aos clubes no dever de pagar salários, mas não deixou de atuar e ajudar, sócios ou não sócios, sempre no mesmo espírito de missão e entreajuda.

 

Infelizmente, muitos jogadores, pela relação de subordinação e dependência têm de se sujeitar aos atropelos primários a que o futebol nos habituou.

 

O que se lamenta e não é aceitável é ter visto alguns capitães de equipa, sobretudo nos momentos em que os colegas mais precisaram, preferir estar ao lado dos seus presidentes.»

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