«Não sei qual a máscara que os políticos põem para o futebol»

Benfica 25-09-2020 15:34
Por Redação

Jorge Jesus não poupou críticas às autoridades sanitárias e ao governo pelo arranque da Liga 2020/21 sem adeptos nos estádios em resposta à pandemia do Covid-19.

 

«Estádios sem adeptos? Vejo isto de coração aberto. Que rapidamente seja possível ter adeptos no futebol em todo o mundo», começou por dizer, antes de apontar baterias às autoridades:

 

- Com todo o respeito pela Direção Geral de Saúde - são eles os responsáveis por dar essa autorização - não entendo porque não há espetadores no futebol. O futebol tem de ser exemplo do quê? Essa conversa que é diferente de estar no cinema, no teatro, na festa do AVANTE. Não entendo o porquê de não haver (adeptos), pelo menos, em função da lotação do estádio. Temos o exemplo da Supertaça Europeia, onde estiveram 20 mil pessoas no estádio. Não entendo como na Luz ou no Dragão não podem estar 15 ou 20 mil.

 

E prosseguiu: «Não sei qual é a máscara que os políticos põem para o futebol - há sempre uma máscara para o futebol. Foi a atividade profissional que melhor soube conviver com o vírus. Temos de saber testar – e nem todos podem ser testados -, temos de saber prevenir e saber isolar. Não há outra forma. Caso contrário, vamos todos para casa, durante um ano, e ficamos todos malucos. Temos de ser realistas e tirar a máscara. Ter só uma máscara para o Covid-19.»

 

Jesus, que estava a treinar o Flamengo no pico da pandemia, puxou ainda o exemplo do que viveu no Brasil: «Não há cura, mas sabemos como funcionar com o vírus. Vim de um país em que, quem vê as notícias parece que aquilo está cheio de Covid, e daqui por duas, três semanas já têm 20 mil adeptos nos estádios. Aqui ainda estamos a inventar quando não há nada para inventar.»

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