«Estou intrinsecamente ligado ao FC Porto e o meu novo clube usa as mesmas cores»

Alemanha 24-09-2020 07:56
Por Redação

Gonçalo Paciência foi oficialmente apresentado no Schalke. Em videoconferência com A BOLA e outros órgãos de comunicação social portugueses, o avançado falou da carreira, mas mais do futuro do que do passado. E explicou o que o levou a deixar o Eintracht Frankfurt para abraçar novo desafio na carreira, agora em Gelsenkirchen.

 

No Schalke vai jogar em Gelsenkirchen, cidade na qual o seu FC Porto foi campeão europeu em 2004, tinha então o Gonçalo dez anos. Pensa nesse simbolismo?

 

- Claro que penso. Curiosamente, logo um dos meus primeiros jogos na Alemanha foi justamente no estádio do Schalke. Estou intrinsecamente ligado ao FC Porto, pelo que foi especial logo então. Além do mais, o meu novo clube usa as mesmas cores que o FC Porto. É curioso ter vindo cá parar, mas a verdade é que o Schalke não é nem pode ser apenas isso para mim. O Schalke agora é o meu clube, aquele que vou defender. Não é o estádio onde o FC Porto foi campeão europeu, é, antes, o estádio do Schalke.

 

O Bayern, campeão europeu, continua forte, como voltou a verificar-se precisamente no jogo de abertura da prova, com o Schalke, que terminou com um 8-0 em Munique…

 

- O domínio do Bayern na prova é sempre um tema de conversa no futebol alemão. Eles são muito fortes e, sim, provaram-no no jogo que fizeram connosco. Bem como já tinham provado recentemente até contra equipas do nível deles numa escala europeia, o Barcelona, na meia-final da Champions. É uma equipa de outro nível. Essa discutida falta de competitividade na liga alemã é algo que temos de trabalhar para combater, para atenuar. Estou convencido de que progressivamente isso irá acontecer, pelos investimentos de outros clubes, pelo trabalho que se faz, pela capacidade geral dos clubes alemães. A verdade é que a prova é, ainda assim, muito equilibrada noutros sentidos, pois um jogo entre últimos classificados é impressionantemente competitivo e geralmente muito bem jogado.

 

Foi por isso que, emprestado pelo Eintracht de Frankfurt, preferiu ficar na Bundesliga e não experimentar outro campeonato europeu?

 

- Sim. Estou na melhor liga do Mundo, ou, na mais modesta das hipóteses, numa das três melhores do Mundo. Além de que é uma prova liderante, seguida, personalizada. Recorde-se que foi a primeira a regressar ao trabalho e à competição depois da paragem pela pandemia de Covid-19. Isso é um sinal de organização, de qualidade. Depois, reconheço que me sinto bem na Alemanha, pois é um campeonato no qual já ganhei algum nome, as pessoas já me conhecem. Fazia sentido continuar.

 

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