Proença lembra touradas, Fátima, Avante e acha «inacreditável o que se passou nos Açores»

Liga 21-09-2020 23:00
Por Redação

O presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, ficou estupefacto com a presença de público no Fontainhas-Estrela da Amadora, um jogo do Campeonato de Portugal, quando o Santa Clara-Marítimo, da Liga principal, teve de ser jogado à porta fechada, devido ao Covid-19.
 

«Aquilo que se passou este fim de semana nos Açores é absolutamente inacreditável. Tivemos um campeonato de competições não-profissionais onde foi dado acesso ao público e, na mesma ilha, o Santa Clara não pode ter público nas competições profissionais. Isto só poderá ter sido um lapso. Alguém de bom senso não pode aceitar isto», desabafou, em declarações à TVI24, continuando:

«Quando se fala de festa do Avante, de Fátima, de touradas fala-se de algo discriminatório em relação ao futebol. Isto porque, depois de constatarmos que as últimas dez jornadas da Liga do ano passado decorreram de forma exemplar, pedimos ao Governo um plano de integração faseado, que eram testes que seriam feitos em jogos amigáveis, que contemplavam numa primeira fase, por exemplo, mil adeptos num estádio da Luz. Temos sido muito ponderados neste processo de retoma. Percebemos que a evolução epidemiológica será o fator decisivo para que possamos ter adeptos nos estádios de futebol. É isso que temos trabalhado com o Governo e com a DGS e também pedindo que exista um critério de coerência e igualdade no tratamento das atividades.» 

 

Por fim, o líder da Liga de clubes deixou um aviso: «Tentamos fazer gestão do calendário, mas, sob pena de não acabarmos o campeonato, há limites mínimos para jogar, que é uma equipa ter sete jogadores, ter um capitão e um guarda-redes. Não iremos sobrepor-nos às autoridades de saúde, a Liga tudo fará para que os jogos se façam. Mas lamento que haja uma falta da articulação entre DGS e as autoridades locais de Saúde, há delegados regionais de saúde a decidir de forma diferente de zona para zona. Quando um jogador testa positivo, o plantel tem de ser testado e, se os resultados derem negativo, isola-se apenas o jogador infetado. Mas, se as ARS locais não decidirem em conformidade, as competições não vão acabar.»

 

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